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Cinema

Filme gaúcho Yonlu é essencial para pais e professores

Produção em cartaz na capital fala de jovem que cometeu suicídio após obter apoio em fóruns da Internet
02/09/2018 17:56 02/09/2018 18:46

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Thalles Cabral interpreta Yonlu, no filme gaúcho homônimo baseado em uma trágica história real
A produção gaúcha Yonlu, dirigida por Hique Montanari, merece uma atenção especial por mais de um motivo. Infelizmente, só está passando na capital, mas vale a pena se deslocar até lá ou, pelo menos, fazer um lembrete para conferir em vídeo na primeira oportunidade.

Trata-se da romantização de um episódio real ocorrido em Porto Alegre, e que ganhou grande repercussão há alguns anos. Yonlu era o nome artístico de um jovem de 16 anos que se suicidou em julho de 2006, após ter discutido em um fórum da Internet a melhor maneira de fazer isso. O personagem principal é vivido pelo ator Thalles Cabral (foto), mas no fim do filme há vídeos originais de Yonlu, um recurso que costuma ser empregado em produções baseadas em fatos reais.

O filme merece ser prestigiado, em primeiro lugar, pelo próprio mérito. Ambicioso, o roteiro mescla uma narração factual com imagens simbólicas extraídas dos desenhos do jovem e animações. Toda a narrativa acontece, também, paralelamente à apresentação das músicas compostas por Yonlu, que vão conduzindo o andamento de sequências inteiras. Guardadas as proporções, é uma dinâmica muito semelhante à do cultuado Pink Floyd - o Filme, de Alan Parker, que igualmente tratava de um artista em processo depressivo.

Mas o filme emociona também como crônica de uma angústia, já que acompanha, com farto embasamento, os pensamentos, a arte e o rico mundo mental do jovem – que por sinal arregimentou uma legião internacional de fãs postumamente. O roteiro homenageia Yonlu sem idolatrá-lo ou idealizá-lo, mas dando uma ideia de seu grande potencial.

Sobretudo, Yonlu é uma discussão importante e necessária sobre o tabu do suicídio e, mais ainda, sobre a pouco compreendida interação entre as redes sociais e o estado psicológico dos adolescentes. Sem juízos de valor nem moralismos, o filme discute a presença e o papel das interações on-line no trágico desfecho da vida de um jovem.

Nesta época de preocupações como o Momo e a Baleia Azul, assistir a Yonlu deveria ser dever de casa para pais e professores. E mesmo que você não tenha filhos, o filme lhe diz respeito. Trata, de forma sensível e bela, de inteligência, emoção e sofrimento. Aquela
parada que chamam de condição humana.


Correio de Gravataí

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por André Moraes
andre.moraes@gruposinos.com.br

Assim como na tradicional coluna semanal de variedades do jornal ABC Domingo, o XYZ fala de cinema, tevê, quadrinhos, nostalgia e assuntos da cultura pop em geral. Informação e curiosidades com um toque de humor.

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