Olá leitor, tudo bem?

Use os í­cones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, ví­deos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Av. Dorival Cândido Luz de Oliveira, 6423 (parada 63) - Monte Belo - Gravataí - CEP: 94050-000
Fones: (51) 3489-4000

Central do Assinante: (51) 3600.3636
Central de Vendas: (51) 3591.2020
Whatsapp: (51) 99101.0318
PUBLICIDADE
Função foi desativada

Aplicativo de ginástica comprometeu segurança de militares

Pesquisadores descobriram que inadvertidamente dava para acessar dados pessoais de militares e integrantes de serviços de inteligência de 69 países
09/07/2018 18:35 09/07/2018 18:55

AHMAD AL-RUBAYE/AFP
Forças de vários países podem ter sido expostas por causa de aplicativo
O aplicativo Polar, utilizado normalmente no seguimento de atividades físicas, desativou suas funções de localização depois de que pesquisadores descobriram que permitia revelar dados sensíveis sobre soldados e membros de serviços de inteligência de 69 países. Esta decisão chega após um caso similar que envolveu o aplicativo Strava, cujas regras de uso foram modificadas pelo Pentágono em janeiro, quando ficou claro que este permitia revelar os movimentos de militares nas bases americanas espalhadas pelo mundo.

Pesquisadores em segurança holandeses indicaram no domingo (8) que consultaram dados sobre cerca de 6.000 pessoas de uma dúzia de nacionalidades, incluindo soldados e membros do FBI e da NSA. "Com apenas alguns cliques, pode-se observar um oficial superior fazendo jogging em uma base conhecida por abrigar armas nucleares", afirmou Foeke Postma em um blog depois do site de informações holandês De Correspondent publicar uma investigação sobre o assunto.

"É possível localizar militares de países ocidentais no Afeganistão graças ao aplicativo Polar. O cruzamento do nome e da foto do perfil da pessoa com os que utiliza nas redes sociais permitiu confirmar a identidade de soldados e de oficiais", acrescentou. Informações sensíveis como os endereços pessoais de usuários embarcados em submarinos, de americanos que se encontram na zona verde de Bagdá ou de soldados russos na Crimeia também foram reveladas, indicaram os pesquisadores.

O Polar anunciou em um comunicado que eliminará a função do aplicativo que permite compartilhar dados, embora tenha observado que os dados que se tornaram públicos foram o resultado de usuários que optaram pelo rastreamento de localização. Segundo o De Correspondent, apenas 2% dos usuários do Polar optaram compartilhar seus dados.

"Encontramos nomes e endereços de pessoas nas bases de Guantánamo, em Cuba, Erbil (Iraque), Gao (Mali) e outras no Afeganistão, Arábia Saudita, Catar, Chade e Coreia do Sul", aponta a pesquisa.



Correio de Gravataí
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE