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Com o fim da concessão da free way, atendimento de acidentes fica comprometido

A prestação de socorro, que anteriormente a PRF acionava a concessionária, agora vai acionar o Samu e/ou os bombeiros da região
12/07/2018 16:11 12/07/2018 16:13

Fernando Lopes/Fernando Lopes/GES
Estruturas da Concepa estão abandonadas na rodovia
A BR-290, a free way, é uma autopista rápida onde acidentes podem ocorrer. Até aí, nenhuma novidade. O que está sendo questionado agora, após o final da concessão da Concepa na rodovia é quem irá atender as ocorrências com vítimas, caso elas aconteçam. Por lei, a responsabilidade é da União, mas os municípios por onde a estrada passam estão receosos já que é o programa Samu/Salvar que deverá ser acionado, caso haja vítimas.

Segundo o inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Alessandro Castro, a corporação já realiza os atendimentos dos acidentes, normalmente. A prestação de socorro, que anteriormente a PRF acionava a concessionária, agora vai acionar o Samu e/ou os bombeiros da região. "Já fizemos contato prévio com os Samus dos municípios da região que a free way cruza e os bombeiros voluntários e constituídos do Estado, para alertá-los que, em caso de qualquer ocorrência, vamos ter de acioná-los para o socorro médico, caso seja necessário."

O Secretário Municipal de Saúde de Cachoeirinha, Paulo Abrão, afirma que a cidade já está se articulando para atender, caso necessário, o trecho que lhe cabe da rodovia. Já Gravataí está preocupada com esta possível responsabilidade. O secretário Municipal de Saúde, Jean Torman, diz que em eventuais acidentes de trânsito com vítimas politraumatizados, as referências de hospitais estão nas emergências de Porto Alegre. "Não temos condições de suportar esse atendimento, que inclusive na forma da lei é de responsabilidade da União. Atendemos Glorinha e Cachoeirinha com a nossa base do SAMU, ou seja, 450 mil habitantes com apenas seis ambulâncias."

Ele destaca que um decreto define que a competência é da União e da PRF, que está sem condições. "Por isso, em defesa do interesse público em tutela, que neste caso são as vidas, é adequado uma contratação pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) dessa estrutura de prestação de socorro na rodovia, até por conta da eficiência que uma base permanente na rodovia proporciona."

Grupos voluntários podem ajudar

O Grupo de Resgate Anjos do Asfalto, de Gravataí, afirma que atualmente não possui estrutura para poder fazer atendimentos na free way. "Não temos estrutura operacional e nem qualificação dos nossos voluntários, para atender em uma rodovia como a BR-290." O vice-presidente da instituição, Rafael Oliveira, comenta que além disso, há uma questão de combustível, já que a extensão do trecho de Gravataí é grande.

Ainda sobre estar capacitado para isso, ele explica que o atendimento em rodovias é diferente. Desde a sinalização (quantidade de cones), velocidade em que os veículos trafegam na rodovia, até a quantidade de vítimas. "Contamos sempre com uma ambulância apenas para o plantão, o que torna o atendimento complicado, já que quase sempre há mais de uma vítima em acidentes na free way." Rafael destaca que anteriormente, a Concepa fazia os atendimentos com pelo menos duas ambulâncias e cada uma, com capacidade para dois pacientes.

Sabendo da nova realidade da BR-290, a coordenação do Anjos já se reuniu para discutir a situação. "Chegamos a conclusão que neste momento é inviável fazer esse tipo de atendimento porque podemos colocar a nossa equipe e o pacientes em risco. Porém, vamos seguir da mesma forma que já fazíamos antes. Em caso de apoio, seguiremos atendendo para fazer remoção de pacientes até um hospital."

O presidente comenta ainda que está sendo estudada uma forma de montar uma equipe que atue apenas na BR-290. "Mas isso é um processo demorado. Agora, podemos somente atuar no apoio, mesmo."

Reunião para alinhar os trabalhos

O presidente do Grupo de Resgate e Apoio Voluntário de Emergência (Grave), com sede em Cachoeirinha, Michel Silva, destaca que neste momento, a instituição está pronta para dar apoio, nos finais de semana, caso haja alguma ocorrência na rodovia. "Estamos tentando promover uma reunião entre representantes do Dnit, Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal e grupos voluntários para que possamos ter uma linha de trabalho concreta na rodovia."


Correio de Gravataí
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