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Vacinação

Doenças erradicadas voltam a ameaçar

Menores índices de vacinação preocupam especialistas
11/07/2018 16:21 11/07/2018 16:21


PAULO PIRES
Vacinação tem menor adesão
A baixa procura por vacinação ascende o alerta para a possibilidade de retorno de algumas doenças. É o caso da poliomielite, que em 312 municípios brasileiros têm cobertura vacinal abaixo de 50%. No primeiro quadrimestre deste ano, a imunização em Cachoeirinha teve cobertura de 64,84%. O secretário municipal de Saúde, Paulo Abrão, relaciona com o movimento antivacinas. “Espalha terror nas pessoas, com reprodução de falsas notícias de que a vacina provoca autismo”, lamenta Paulo Abrão. Incentivar a responsabilidade dos pais e mobilizar mais campanhas de vacinação é o caminho, conforme o secretário. Ele também aponta dificuldades no abastecimento de doses vindas do governo federal, como é o caso da tetravalente e BCG. “Demora para chegar e isso desestimula as pessoas, que muitas vezes não voltam mais ao posto de saúde”, avalia Abrão.
Um levantamento do Ministério da Saúde apontou que em 2017 a cobertura vacinal foi de 37,18% na cidade. Em Gravataí, o desempenho no ano passado foi de 35,37%, segundo o estudo. O secretário municipal de Saúde, Jean Piery Torman, refuta os dados e aponta que não são condizentes com a cobertura da cidade. Diferente de outros municípios da região, Torman afirma que Gravataí não enfrenta dificuldades na oferta de doses. “Não costumamos ter queixas em larga escala”, informa o secretário e destaca que apenas a vacina da febre amarela tem a procura abaixo do esperado, mas salienta que o investimento em conscientização para vacinação deve ser permanente.

Risco de novos surtos
A falta de preocupação com as doenças que estavam erradicas no País é uma das principais causas para o retorno dos casos, conforme o médico infectologista, Guilherme Domingues. “São doenças não extintas no mundo e surgem casos importados. As pessoas viajam, pegam em outros locais e transmitem aqui”, comenta o infectologista.
A situação pode até mesmo provocar novos surtos, segundo o infectologista, como no caso da poliomielite, que estava erradicada do Brasil desde 1990. “A poliomielite leva a perda de motricidade de maneira irreversível e também é capaz de levar a morte, quando há outras complicações”, alerta o médico e destaca que o sarampo também pode ser mais perigoso do que se imagina. “Muitas pessoas conhecem o sarampo por aquelas pintinhas, mas não sabem que há um percentual de crianças em que causa encefalite, hepatite e até a morte.” Desde 2016 o País não registrava casos e, entre janeiro e maio deste ano, já foram confirmados 955, seis deles no Rio Grande do Sul.
O médico destaca que as pessoas precisam buscar a vacinação e não acreditar em falsas notícias divulgadas por movimentos antivacinas. “As doenças só foram erradicadas e a redução da mortalidade infantil foi possível com as vacinas”, frisa o Domingues e acrescenta que as campanhas precisam abranger todos os públicos, tanto na rede pública, quanto privada.

Carteirinha em dia
Os primos Stephanie, Ariel, ambos de um mês, e Helena, de dois meses, mal chegaram ao mundo e já estão com a carteirinha de vacinação em dia. “É a melhor forma de prevenir doenças”, comenta a dona de casa Adriele Silveira, de 21 anos, mãe da pequena Stephanie. A prima Helena já deve ir para as doses aplicadas nos bebês com dois meses, conforme a dona de casa, Daiane Pereira, de 29 anos. Ariel também já se prepara para receber as imunizações, conforme a mãe dele, a dona de casa Francine Fagundes, de 25 anos. “Estou de olho no calendário para manter ele protegido.”

Cobertura vacinal em Cachoeirinha* **
BCG – 91,42%

Pneumocócica – 67,35%

Hepatite B – 69,68%
Meningo – dose 2– 68,68%
Tetravalente – 59,15%
Varicela – 71,10%
Hepatite A – 64,84
Pentavalente – dose 3 – 53,22%
Poliomielite – 64,84%
Tríplice viral – 75,22%
Rotavírus - dose 2 – 66,78%
Febre amarela – 37,72%

*Dados do primeiro quadrimestre de 2018
** Vacinação de crianças menores de um ano

Fonte: Secretaria Municipal de Saúde de Cachoeirinha

Cobertura vacinal em Gravataí* **

BCG – 175,99%
Hepatite B – 87,08%
Rotavírus – 88,69
Pneumocócica – 84,76%
Pentavalente – 87,05%
Meningocócica – 90,89%
Febre amarela – 45,04%
Tríplice bacteriana – 70,28%
Poliomielite – 82,31%
Tríplice viral – dose 1 – 75,52%
Tríplice viral – dose 2 – 21,75% - Falta de doses

* Dados de 2017
** Vacinação de crianças menores de um ano

Fonte: Secretaria Municipal de Saúde de Gravataí


Correio de Gravataí
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