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Economia

Guerra comercial faz dólar subir mais de 1%, a R$ 3,867

Ameaças dos EUA causam volatilidade nos mercados globais; Ibovespa cai 0,35%
11/07/2018 14:04 11/07/2018 14:09

A elevação do tom na guerra comercial entre Estados Unidos e China pressiona os mercados nessa quarta-feira (11). O dólar comercial, após recuar quase 2% ontem, hoje opera com valorização de 1,81% ante o real, cotado a R$ 3,867. Já o Ibovespa, principal índice de ações do mercado local, tem leve recuo 0,35%, aos 74.599 pontos, em um dia que os principais indicadores globais estão em terreno negativo.

Nesta terça, Washington listou 200 bilhões de dólares em produtos de exportação chineses que podem ser tarifados em 10% a partir de setembro, escalando a tensão entre as duas maiores economias do mundo.

Por sua vez, Pequim acusou os EUA de intimidação e alertou que vai responder depois que o governo americano elevou o tom na disputa comercial. O Ministério do Comércio do país asiático afirmou nesta quarta-feira que está "chocado" e que irá reclamar junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), mas não afirmou imediatamente como vai retaliar. Em comunicado, chamou as ações dos EUA de "completamente inaceitáveis".

Essa troca de farpas elevou a aversão ao risco no exterior, enfraquecendo os negócios por aqui. "Diante de mais um capítulo da guerra comercial (dessa vez com o fim da trégua entre os dois países envolvidos), os mercados globais respondem com queda. Com isso, é esperado que os ativos locais acompanhem o cenário negativo externo e se desvalorizem", avaliaram os analistas da Levante Investimentos.

O Dow Jones opera com queda de 0,49% e o S&P 500 tem desvalorização de 0,37%. Na Europa, o DAX, de Frankfurt, cai 1,37% e o FTSE 100, de Londres, recua 1,%. O CAC, da Bolsa de Paris, tem desvalorização de 1,36%.

Principais ações registram queda

Entre as mais negociadas, os papéis da Vale recuam 1,61%. As mineradoras também estão em terreno negativo. As da Gerdau caem 2,55% e as da Usiminas, 3,17%. A maior queda entre os papéis do índice, no entanto, é da Embraer, com desvalorização de 4,25%. A empresa, que anunciou na semana passada acordo com a Boeing, recebeu a notícia de que a companhia área americana JetBlue irá iniciar a substituição de seus aviões Embraer pelos da Bombardier/Airbus.

Já as ações da Petrobras operam com queda comedida em relação ao tombo de 1,85% do petróleo no exterior, a 77,40 de dólares o barril do tipo Brent. As preferenciais (PNs, sem direito a voto) da estatal têm pequena desvalorização de 0,50%, cotadas a R$ 17,66, e as ordinárias (ONs, com direito a voto) estão praticamente estáveis, com pequena variação positiva de 0,04%, a R$ 20,20. A empresa tenta chegar a um acordo sobre a cessão onerosa com a União.

A alta entre os papéis que fazem parte do Ibovespa, no entanto, é liderada pela Eletrobras. As ordinárias sobem 6,79% as preferenciais avançam 4,46%. A Câmara dos Deputados aprovou, na noite de ontem, as emendas do projeto de lei que garantem a privatização de seis distribuidoras da estatal de energia.

No mercado de ações local, o destaque na manhã estava com a BRF, que chegou a cair mais de 3% no início dos negócios com a notícia de que a empresa vai fazer um lay-off de até cinco meses para 1.400 de seus funcionários da unidade de Chapecó (SC) a partir de 29 de agosto. Nesse modelo, o contrato de trabalho é suspenso e em troca os trabalhadores recebem uma bolsa-auxílio de 80% do salário. O movimento foi revertido no final da manhã e agora as ações sobem 0,91%, cotadas a R$ 23,28.


Correio de Gravataí
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