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Oncologia

Saiba como prevenir o câncer de colo de útero

Principal causa é a infecção persistente ou crônica pelo papilomavírus humano, o HPV
23/06/2018 16:44 23/06/2018 16:45

Cristine Foernges Assessoria de Comunicação/Divulgação
Cirurgião geral e oncológico Carlos Antonello
O câncer de colo de útero é uma doença que pode ser prevenida e evitada pelas pacientes, porém ainda é uma das principais causas de morte por câncer nas mulheres de países em desenvolvimento. Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer) no ano de 2015 em torno de 5.727 mulheres brasileiras, entre 35 a 44 anos, morreram com esta doença. Este é o terceiro câncer que mais atinge mulheres no Brasil. Além disso, o Instituto estima que cerca de 16.370 casos serão diagnosticados neste ano.

A principal causa consiste na infecção persistente ou crônica pelo papilomavírus humano (HPV). O HPV é um vírus que é transmitido no contato com a pele e é considerado
uma Doença Sexualmente Transmissível (DST), mas ao contrário de algumas outras DSTs, não é necessário a troca de fluídos, apenas o contato dos órgãos genitais já propicia a transmissão do vírus.

Faça o exame

Por ser uma doença silenciosa, que pode demorar de 10 a 20 anos para se manifestar, não costuma apresentar sintomas evidentes em seu estágio inicial. A doença pode ser detectada através do exame preventivo, conhecido como pré-câncer ou exame de papanicolau. De acordo com o cirurgião-geral e oncológico Carlos Antonello, quando a doença está em fase mais avançada, pode manifestar os seguintes sintomas:

- Sangramento vaginal
- Corrimento vaginal com coloração e odores anormais
- Dor pélvica
- Dor na relação sexual

Tratamentos

O tratamento dependerá do estágio da doença, dentre os quais, estão a cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Antonello relata que “a cirurgia é curativa quando o câncer apresenta-se no estágio inicial, no entanto, ainda realizamos um procedimento chamado exenteração pélvica para a retirada deste tumor, indicado nos casos de doença avançada que, mesmo após tratar com quimioterapia e radioterapia, ocorre a persistência ou a recidiva da doença. Nesta cirurgia, a paciente fica com bolsas de colostomia e urostomia para toda a vida. Infelizmente, estas cirurgias são realizadas em número considerável na nossa região”.

O cirurgião também assegura que esses casos avançados podem ser evitados com a realização do exame preventivo, logo após a primeira relação sexual, sendo que o rastreamento sistemático e o tratamento de lesões precursoras podem reduzir a mortalidade em 80%.

Desde 2014 está disponível, na rede pública, a vacina tetravalente contra os subtipos 6, 11, 16 e 18 do HPV para meninas de 9 a 13 anos; e, a partir de 2017, também para meninos de 11 a 13 anos.

Apesar da sua importância epidemiológica, o câncer do colo uterino possui alto potencial de cura quando diagnosticado em estágios iniciais.


Correio de Gravataí
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