Olá leitor, tudo bem?

Use os í­cones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, ví­deos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Av. Dorival Cândido Luz de Oliveira, 6423 (parada 63) - Monte Belo - Gravataí - CEP: 94050-000
Fones: (51) 3489-4000

Central do Assinante: (51) 3600.3636
Central de Vendas: (51) 3591.2020
Whatsapp: (51) 99101.0318
PUBLICIDADE
Está complicado

Gasolina tem, mas ela continua muito cara

Ronda pelos postos de combustíveis de Gravataí e Cachoeirinha não anima os motoristas
13/06/2018 11:48 13/06/2018 11:48


PAULO PIRES
Preço médio: gasolina é encontrada a R$ 4,69 o litro da comum nos postos
Motorista de táxi há dois anos, Marcelo Bernardes diz que não tem sido fácil se manter na ativa. É que o trabalhador de 30 anos depende da gasolina. E se antes necessitava de R$ 30 para “ganhar o dia”, hoje acaba tendo de deixar R$ 50 na bomba diariamente. “Fiz o cálculo e estou gastando em média R$ 300 a mais por mês para rodar”, aponta. “Daqui a pouco eu vou estar pagando para trabalhar”, suspira. Pois é. Está complicado não só para o taxista. Se há um mês atrás o litro do combustível em Gravataí e Cachoeirinha era de R$ 4,69, hoje a média permanece sendo a mesma, conforme comprovou uma ronda feita por nossa reportagem pelas ruas das duas cidades ontem à tarde. E para quem duvida, o preço médio, segundo a própria Agência Nacional do Petróleo (ANP), é de R$ 4,69 na Aldeia. A situação em Cachoeirinha é ainda pior, já que a média, conforme a ANP, é R$ 4,78 o litro da comum.

Cenário não muda

Economista e professor da Ulbra, Marcel Jaroski Barbosa pede paciência. Afinal, o cenário não deve mudar tão cedo. “Fazendo um comparativo, o Brasil está exportando lã e importando blusões. Hoje a Petrobras exporta nosso petróleo bruto e importa o refinado”, esclarece. “E isso significa um cenário que nem mesmo uma greve do tamanho desta que aconteceu consegue alterar”, avisa. “É preciso uma mudança radical na própria política do combustível”, adverte.

Para o economista, se a Petrobras continuar trabalhando visando interesses que não sejam os da população, toda a estrutura vai continuar pagando caro para funcionar. “A alta do combustível não funciona como o aumento do preço da laranja no mercado”, frisa. “A gente consegue viver sem laranja, mas toda a sociedade funciona a base do combustível. Todos são afetados de forma impactante.”

Pior mesmo para quem precisa rodar para faturar

Elisa Maia (na foto, à direita) trabalha como representante da Mary Kay. Passa o dia rodando para cima e para baixo. Então imagina o gasto dela? “A gente não sabe mais o que fazer?”, desabafou a trabalhadora de 36 anos. “Passei o último mês inteiro pagando R$ 4,74 o litro. E só agora está baixando alguns centavos. Está bem complicado”, completou. A amiga dela. Fernanda Butte (na foto, à esquerda), também trabalha rodando de carro. A representante comercial de 30 anos teve que cortar despesas para continuar levando seu produto à clientela. “Está horrível. E a gente não tem a quem recorrer. Ou paga ou fica sem trabalhar.”

Pesquisa

Já pensou em pagar R$ 4,45 o litro da gasolina aditivada? Acredite, isso é possível. Olavo Andrade encheu o tanque no início da semana no posto que fica dentro de um hipermercado em Gravataí. “Fui passando e olhando os preços na faixa”, conta. “Aí, quando vi a placa, parei na hora. Fiquei meia hora na fila, mas valeu a pena”, disse o aposentado de 60 anos. Pois então: pesquisando é possível sim encontrar gasolina a um bom preço. Alessandro Giannini, 32 anos, encheu o tanque ontem no posto que fica na esquina da Avenida Frederico Ritter com a Avenida do Trabalhador, em Cachoeirinha. No local, a comum havia baixado de R$ 4,79 para R$ 4,69. “Pode não parecer, mas dez centavos já fazem a maior diferença.”



Correio de Gravataí
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE