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Mauro Blankenheim

A verdade vos libertará

"O beijo roubado, tão romântico no muro ou no carnaval, agora virou agressão sexual"
01/07/2018 07:00

Mauro Blankenheim é publicitário
mauroblankenheim.com.br

Se há uma preocupação que este colunista não tem é a do politicamente correto. Isto porque esse novo código de comportamento nos tornou ainda mais hipócritas do que sempre fomos. Em artes como a comunicação, o humorismo, a publicidade, então, esse código nos fez ainda mais restritos e acabrestados. As mulheres, nos últimos 40 anos, foram as grandes responsáveis pelas mudanças da civilização. Trata-se apenas de uma mera constatação. Nada foi planejado, simplesmente aconteceu. Na medida em que foram conquistando o mercado de trabalho por se mostrarem mais competitivas e competentes do que os homens, abriram um oceano de distância entre os papeis sociais de antigamente e os atuais: lavar a louça, cuidar dos bebês e da casa mudaram de lado. Mulheres mais profissionais, homens mais mamais.

Houve uma sutil mudança de posição entre os dois sexos, com novas nuanças nesse ínterim, que colocaram metas novas para os dois parceiros no caso de casamento ou união estável, como, por exemplo, o prazo de validade do sucesso.

Hoje a mulher não se conforma muito tempo em praticar um papel tido como coadjuvante, na esperança de que seu cônjuge se afirme como sucesso econômico, financeiro ou de fama. Há um prazo de validade tacitamente estabelecido, onde em caso de fracasso, ela mesma sai em busca dessas metas, colocando o marido ou parceiro como substituto nas tarefas percebidas como secundárias, o que já é altamente questionável, haja vista a duvidosa formação dos novos cidadãos brasileiros, hoje tão colocada em xeque.

O que me espanta é que, de um certo modo, a mulher tem funcionado como aquele herdeiro de empresa que julga merecer ao mesmo tempo salário,13o e pró-labore. Sem coerência, pra dizer o mínimo. Muitas vezes compete e vence o suposto “adversário” no terreno profissional, mas quer manter as benesses colecionadas ao longo de séculos de sexo frágil, de forma cumulativa.

O episódio da repórter do SporTV ocorrido na Copa, reflete exatamente o que tento expressar. O beijo roubado, tão romântico no muro ou no carnaval, agora virou agressão sexual. Ora, se formos analisar o comportamento idiota dos cidadãos brasileiros que fizeram aquela estrangeira repetir impropérios, tudo certo, é uma selvageria. Mas daí a supervalorizar um ato isolado, sem violência, um beijinho no rosto, pois a boca estava dirigida ao microfone, tenham a santa paciência. É mais uma incoerência de uma empresa que congela atores por assédio fora da telinha, mas que na sua teledramaturgia diária difunde atos libidinosos de todo grau para crianças, adolescentes, adultos e idosos. Sobre pensão alimentícia, outro capítulo nublado nesse universo, falo numa próxima coluna.


Correio de Gravataí
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