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Em debate

De olho na qualidade da água

Presidente da FMMA esteve na Rádio ABC falando sobre a preservação dos rios
14/05/2018 12:04 14/05/2018 12:05


Juarez Machado/GES
Jackson Müller na Rádio ABC
O biólogo e presidente da Fundação de Meio Ambiente de Gravataí (FMMA) Jackson Müller participou na última sexta-feira, dia 11, do programa Ponto e Contraponto apresentado por PC Langaro na Rádio ABC. O tema foi a preservação dos nossos mananciais.
Além de Müller, participaram da conversa o jornalista Aurélio Decker, o deputado estadual Tarcisio Zimmermamm e o empresário Marcelo Alves. O debate era sobre a preservação do Rio dos Sinos e se estendeu também para o Gravataí.

Entre os assuntos abordados, a poluição dos lençóis freáticos e os casos de toxoplasmose que estão acontecendo no município de Santa Maria. “A suspeita é de que a contaminação aconteceu através da água. Naquela região se usa muita água subterrânea e isso é algo muito maior que precisa de atenção”, alertou Müller.

Ele citou como exemplo algo que acontece em Gravataí. “Dos 56 postos de combustíveis do município, em 18 deles nós temos contaminação subterrânea por hidrocarbonetos, diesel, gasolina e álcool. Quem mora num lugar próximo a estes postos e consome água de poço corre risco de se contaminar”, explicou acrescentando que todos os postos foram notificados e precisam resolver o problema.

O presidente da FMMA alerta sobre o perigo da água dos poços. “Muitos, para não fazer parte do modelo de saneamento adotado e não pagar a taxa de esgoto abrem um poço em suas casas e passam a usar uma água de qualidade duvidosa. A água desses locais vai perdendo a pureza e podem trazer problemas para a saúde. É isto que pode estar acontecendo em Santa Maria”, explicou.

É preciso saneamento

Jackson acrescenta que é por isso que se Insiste tanto no saneamento básico e na recuperação do rio Gravataí. “O foco do debate era a importância da continuidade das ações administrativas para a preservação dos rios. Isso precisa acontecer, independente do partido e governo que esteja no poder”, diz. Com relação ao abastecimento, ele afirma que onde passa a rede de abastecimento público o cidadão é obrigado a se ligar. “Uns não querem pagar a taxa da Corsan, mas é necessário. Esta água tem um controle de qualidade. Basta lembrar tudo o que aconteceu nos últimos meses quando teve o problema de cheiro e gosto. Há o controle e a avaliação do problema, há quem examine. No caso dos poços, isso não acontece. Ninguém faz análise, não se vê o que tem nesta água. Ter um abastecimento alternativo coloca a saúde da família em risco porque as fontes de poluição são múltiplas. O número de pessoas contaminadas é muito grande”, deu o alerta.

O biólogo ainda disse que a água é fundamental para a vida mas também um veículo de transmissão para um monte de doenças. “Estamos na era das consequências. Postergando medidas de saneamento e agora vendo como isso não pode mais acontecer. As pessoas precisam ter o cuidado nas suas casa, fazendo a manutenção do seu filtro, por exemplo, e os municípios têm que saber para onde tudo vai”. Ele ainda recordou a possibilidade que muitos trazem de não se usar mais a água do rio Gravataí. “Se o Rio Gravataí deixar de ser fonte de abastecimento ele morre. Ninguém mais irá cuidar”, lamentou.

A toxoplasmose em Santa Maria

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) e o município de Santa Maria atualizaram na sexta-feira, 11, os casos de toxoplasmose na cidade. Até o momento, já são 271 casos confirmados laboratorialmente. Além disso, foram recebidos os primeiros resultadas das amostras de água coletados pela pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) e pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), que tiveram todos resultados negativos.

Ao todo, desde o início do surto já foram notificados 847 casos, dos quais 605 foram classificados como suspeitos por se enquadrarem no critério clínico, enquanto os 242 demais aguardam classificação. Entre os 271 confirmados, 24 são gestantes. Outros 104 já foram descartados. Entre os 230 que seguem em investigação estão 89 gestantes, dois óbitos fetais (28 e 36 semanas de gestação) e dois abortos (15 e 21 semanas de gestação).

A SES recebeu na última semana os resultados do primeiro lote de amostras de água enviadas para análise no laboratório da Universidade Estadual de Londrina. São ao todo 18 amostras que tiveram todos resultado negativo para a presença do DNA do protozoário Toxoplasma gonddi. Entre elas, estão todas as amostras coletadas na Estação de Tratamento (ETA) da Corsan e em residências na cidade.

Novas amostras ainda serão analisadas pela entidade paranaense, entre elas amostras de poços artesianos, que devem estar concluídas em um prazo de 10 a 15 dias. Por esse motivo,de acordo com o que foi divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde, a investigação não foi encerrada e ainda não é possível descartar a água como provável fonte. Assim, a recomendação ainda é para que a água para consumo seja fervida por ao menos 10 minutos.

O surto na cidade da região central do Estado começou a ser divulgado em no final de janeiro e boa parte das pacientes afetadas são gestantes. A Secretaria Estadual da Saúde ainda busca identificar o que estaria causando o grande número de casos da doença.


Correio de Gravataí
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