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Mauro Blankenheim

Copa do Mundo

"O brasileiro, especialmente, deve ter se dado conta que disputa todos os dias a sua própria Copa do Mundo"
20/05/2018 07:10

Mauro Blankenheim é publicitário
mauroblankenheim.com.br

Interessante observar essa percebida queda de interesse por tudo que envolve o maior acontecimento esportivo da Terra. Os medidores de ansiedade pela Copa da Rússia indicam um acentuado desinteresse de uma significativa parte da população a respeito do torneio. Cabe aos analistas tentar decifrar o que mudou, se é que algo realmente mudou nesse prisma do evento responsável pela mais volumosa venda de televisores no comércio brasileiro.

Acredito que um leque de circunstâncias embaraça o aguçamento do interesse pela disputa. O brasileiro, especialmente, deve ter se dado conta que disputa todos os dias a sua própria Copa do Mundo: sobreviver, viver e perpetuar sua sofrida existência, no maior nível possível de dignidade que lhe seja alcançável, com a suficiente dose de saúde. Isso não por conscientização política, senão pela própria dor ao ir comprar no supermercado ou abastecer o carro no posto de combustíveis e, por que não, honrar as despesas que os filhos lhes produzem.

Tanto me parece assim, que nas últimas semanas mais do que recitar a seleção do Tite, com as defecções de última hora, para o povo é mais fácil declamar a formação do onze de Lewandowski, não o atleta, mas o juiz. De um ano para outro, vimos bandeiras serem desfraldadas nas ruas muito mais intensamente do que nos estádios. Faixas de manifestantes cobriram as calçadas ao invés de sinalizar protestos nas arquibancadas, tão sofisticadas hoje em dia, nas arenas.

O Brasil é mesmo um País estranho. Não só para os estrangeiros, como para nós mesmos que viemos ao mundo aqui. Um país que liga e desliga a economia como num clique de disjuntor e surpreende a cada momento com decisões nonsense deve dar razão à tão célebre sentença de Charles de Gaulle, que nem mais a ele é atribuída, imagino por influência dos tais Direitos Humanos que a tudo patrulham.

Pela repetida e renovada emoção do Dia das Mães, creio que para muitos passou em branco o indulto proporcionado pela Justiça a duas figuras exemplares: Suzane Von Richthofen e Anna Carolina Jatobá. As ditas aproveitaram a saidinha de domingo passado, para cultuar a importância do papel da mãe nas nossas vidas, em liberdade. Elas, que têm uma interpretação tão particular deste nobre papel da família nuclear.

Dá pra apostar que por muitos anos ainda o Brasil será o País do futebol. Da mesma maneira que os jogadores tomam decisões equivocadas em campo, se livrando da bola, nossos guardiões da Constituição, na busca por aplicar a lei no atacado, cometem coisas inexplicáveis nas decisões de varejo.


Correio de Gravataí
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