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Zagueiros

Geromel e Moledo foram os personagens do clássico

Dupla de defesa mostrou sua força no Gre-Nal que terminou com 0 a 0 na Arena
12/05/2018 21:08 12/05/2018 21:09

Lucas Uebel/Grêmio
Geromel vive grande fase no Grêmio e deve ser convocado por Tite
Num Gre-Nal onde se esperava muito dos atacantes gremistas, tal a volúpia ofensiva das últimas partidas do Tricolor, um jogador se sobressaiu. Mas atuando no lado oposto. Pedro Geromel, mais uma vez, esbanjou comando, qualidade técnica e senso de colocação. Mas podem dizer que o Inter jogou praticamente atrás da linha da bola o tempo todo, numa postura excessivamente defensiva, o que facilitou a vida de Geromel e do parceiro Kannemann. Em síntese, que o Colorado não teve ataque. Isso é uma verdade, mas que não retira do zagueiro gremista, de 32 anos, a majestade na partida, no clássico de número 416 entre os dois principais times do Rio Grande do Sul.

Impressiona em Geromel é a simplicidade, o fato de parecer ter o exato tempo da bola, do bote, da antecipação. O tempo da leitura do lance. E de fazer dessa simplicidade no trato com a bola a sua principal virtude. Ele tem ainda outro ponto a seu favor, a capacidade de enxergar a partida e orientar não apenas os companheiros de defesa, mas o restante do time.

Há cinco anos no Grêmio, Pedro Tonon Geromel é quase uma unanimidade no futebol brasileiro, do qual é disparado o melhor zagueiro das últimas temporadas. Por isso, deverá ser premiado nesta segunda-feira por Tite com a convocação à Copa do Mundo da Rússia. Prêmio justo, merecido, que carimba uma trajetória de excelência do atleta no clube. No Gre-Nal deste domingo Geromel poderia até ter sido premiado com um gol, mas os deuses da bola, contudo, assopraram a redonda. Que venha a convocação. A Nação Gremista, mesmo que vá sentir a falta do Geromito, irá aplaudir de pé o presente.

Rodrigo Moledo, o paredão colorado 

Ricardo Duarte/Inter
Zagueiro colorado Rodrigo Moledo fez grande jogo
Rodrigo Modesto da Silva Moledo, 30 anos, foi o nome do Gre-Nal pelo Inter. Na gíria popular do futebol, sua atuação no jogo deste domingo pode ser definida como “paredão”. Nada passou por ele. Numa partida em que o Inter abdicou do ataque e colocou no setor defensivo uma responsabilidade extra, sobrou no carioca de 1,88 de altura a imposição física, a explosão, o tempo de bola e, em especial, a velocidade. Moledo não perdeu nenhuma bola para os atacantes gremistas.

Que o diga o arisco e movediço Everton, que no mano a mano com o zagueiro, em lance na segunda etapa, viu o defensor colorado dar o bote e sair com a bola limpa, em jogada individual de alto nível dentro da grande área vermelha. Desde janeiro deste ano no clube, mas em sua terceira passagem pelo Beira-Rio, onde chegou em 2010, Rodrigo Moledo superou as desconfianças de que se tratava de um ex-jogador. Recuperou a forma física, está fininho, o que explica a velocidade, e colocou o ascendente Klaus no banco.

Vem sendo, disparado, o melhor da zaga rubra. O que explica o fato do próprio Grêmio ter tentado a sua contratação, quando estava no Panathinaikos, da Grécia, antes da volta ao Brasil. Esbanjando regularidade, o que só imprime segurança e qualifica no seu momento de reafirmação, Moledo quer se firmar de vez no Inter e fazer deste o seu melhor Brasileirão. A poucos dias foi homenageado pelos 100 jogos no clube e mesmo aos 30 anos sonha ainda com uma nova chance na seleção brasileira. Com Moledo, vale salientar, também cresceu o futebol do argentino Víctor Cuesta, que passou a enfeitar menos. Ganhou todo o setor defensivo do Inter em solidez, ajuste tático e entrosamento. Com Rodrigo Moledo, o Colorado também ganha o respeito dos atacantes de outras equipes, que veem no defensor o tal paredão.


Correio de Gravataí
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