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Vivendo o aqui e agora

Oficina no Sesc ensina a arte de ser palhaço

Entidade também contou com peça do Grupo Trilho do Teatro
16/04/2018 11:18 16/04/2018 17:06


Arquivo pessoal
Peça "O homem mais sério do mundo" foi apresentada no teatro do Sesc Gravataí
Eles pintam o rosto, fazem você rir e trazem a grande marca: o nariz vermelho. Para falar um pouco sobre a vida de palhaço, o Sesc Gravataí trouxe o ator Daniel Gustavo que, no último sábado, ministrou a oficina O Corpo do Palhaço. O encontro traz a ideia de que o palhaço vive o aqui e o agora e responde aos estímulos do ambiente com seu corpo, negligenciando a lógica racional ao qual estamos submetidos cotidianamente.

Para o palhaço, um caminho longo e tortuoso é o mais eficaz, pois a graça surge de sua autenticidade. “Muita gente associa o palhaço ao seu nariz e esta é, sem dúvida, a sua marca. Mas o corpo também é muito importante neste processo, por isso, durante as oficinas, a gente trabalha os movimentos porque o palhaço precisa honrar a máscara que veste. Quando se fala de que ele precisa viver o aqui e agora, quero dizer que a gente está aqui pensando no que vai fazer daqui a pouco. Mas para ser palhaço é preciso estar atento ao momento”, afirma.

Daniel diz que para ser um palhaço, o ator precisa fazer uma autodescoberta. “A gente trabalha com um sonho, com a fantasia de quem está nos vendo e por isso, precisamos nos conhecer para que o trabalho flua melhor”, acrescenta.

O Grupo Trilho de Teatro realiza, desde 2011, um trabalho na ala da oncologia pediátrica do Hospital Conceição em Porto Alegre. Além de lá, Daniel também atua na ONG Doutorzinhos dando treinamento àqueles que desejam ser palhaços. “Eu acho que este é o palhaço mais nobre de todos porque a gente vai para dentro do hospital fazer rir uma criança que nem sempre está entendendo o que acontece. É no momento em que o palhaço faz a visita que ela esquece um pouco do sofrimento, por isso, toda vez que faço o treinamento lá na Doutorzinhos, eu costumo dizer para as pessoas que elas precisam estar ali, pensando somente no momento”, garante.

De cara limpa, se mostra por inteiro

Daniel é um adepto à cara limpa, ou seja, ao palhaço com pouca maquiagem. “É assim que ele se mostra por inteiro, de uma forma que vai fazer a pessoa rir não pela máscara, mas pelo que o palhaço está propondo”, explica. Ele também lembra que o medo de palhaço, chamado de coulrofobia, ainda está presente. “A gente vê muito, principalmente em adultos. E aí também está o trabalho do corpo. É preciso desmistificar aquela imagem do palhaço como algo assustador. Nós tivemos personagens ao longo da história como o Bozo, Ronald McDonald que usavam maquiagem pesada ou então uma máscara e estes, assim como o personagem de It, filme relançado há pouco tempo, trouxeram este pavor. Por isso a minha linha de pesquisa é o clown pessoal, aquele que investe mais nos movimentos e no corpo do que na maquiagem. A cara limpa mostra que o palhaço é um homem que só quer arrancar risos”, finaliza.

E também teve teatro

Arquivo pessoal
Peça traz o personagem Tigrão, vivido por Daniel Gustavo
Além da oficina, o Sesc teve a apresentação da peça O Homem Mais Sério do Mundo, do Grupo Trilho de Teatro. A peça traz o personagem Tigrão, vivido por Daniel Gustavo, e defende a sua tese de que todos os animais querem sonhar e voar, inclusive o homem e o próprio palhaço. “Em O Homem Mais Sério, espetáculo infantil com linguagem clownesca, falamos, acima de tudo, da importância e da liberdade de ser autêntico num mundo onde a aparência e os bens materiais estão entre os valores principais”, conta.


Correio de Gravataí
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