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Palpites de Mãe
Comportamento

Eles não andam, eles desfilam

Pais procuram por carreira de modelo para pequenos
16/04/2018 14:52 16/04/2018 14:52


Paloma Vargas/GES-Especial
Maria Luiza fica muito a vontade em frente à câmera
Às vezes é um sonho dos pais. Muitas vezes, de tanto ouvir que o seu pitoco é bonito, sorridente, esperto e até mesmo fotogênico, os responsáveis acabam pensando: Por que não procurar uma agência de modelos? Assim pode começar a carreira de diversas crianças como modelos comerciais.

Nesta semana, Rosângela Kitaichuka, 33 anos, levou sua pequena Maria Luiza, de apenas 1 anos e 3 meses, para fazer uma avaliação na agência Up Models, de Gravataí. No local, toda terça-feira é dia de tentar ser modelo e descobrir talentos. “A carreira de modelo nunca foi um sonho meu, mas de tanto ouvir as pessoas me dizerem de que eu deveria investir no talento dela, resolvi procurar a agência”, comenta.

A menina, de sorriso fácil, não se intimidou na frente da câmera e o resultado da avaliação será conhecido em até sete dias. “Acredito que se ela for selecionada vai se dar bem. Ela não estranha pessoas e está sempre feliz.” A mãe lembra que trabalha fora e questionada sobre o ritmo de testes que a filha poderá ser submetida, ao entrar para a agência, ela afirma que se adaptará a nova realidade. “Vou dar um jeito para ter disponibilidade e vou atrás do melhor para ela”, revela.

Levando a filha Júlia, de 1 ano e 11 meses, Carine Borges afirma que também foi influenciada pela opinião de outras pessoas sobre os talentos da filha. “Vim para aproveitar esta fase dela. Desde pequena falam da sua beleza. Se for selecionada, vamos avaliar, ver se ela gosta, porque tudo tem que ser prazeroso para a Júlia”, diz.

“Não basta Ser lindo”


Arquivo pessoal
Silvia lembra que é importante ter informações da agência
A diretora e booker da Up Models, Silvia Goulart (foto), afirma que a carreira de um modelo comercial pode começar cedo. Bebês podem entrar na agência a partir dos 3 meses de vida. “Para este mercado, precisamos de todos os perfis de pessoas, mas não basta ser lindo. O modelo precisa ter uma série de atributos para seguir nesta carreira.”

Ele revela que, no caso dos pequenos, além de beleza e carisma, detalhes fazem toda a diferença. “A criança precisa gostar de se pentear, por exemplo, de trocar de roupa diversas vezes em um curto espaço de tempo, no caso dos meninos, pode ser que tenha que deixar passar um pó no rosto, e tem que entender que isso faz parte do trabalho.”

A atendimento da agência Marta Oliveira, que faz as primeiras avaliações, destaca que a vontade tem que partir da criança, quando ela já tem idade para isso. “Já atendi um menino que era o sonho da mãe ter sido modelo. Estava no rosto dele que não estava curtindo o que estava acontecendo. Isso tem que ficar claro para os pais. Assim não dá certo.”

Após ser selecionado é necessário fazer um book (que tem um custo arcado pelo candidato) e assumir um compromisso. Silvia lembra que ter informações da agência antes de buscar o teste é importante. “Saber quais são os clientes desta agência e pegar informações com pais de crianças já agenciadas é muito importante.”

Perspectiva de futuro para eles


Arquivo pessoal
Rodrigo Acom fez comercial de TV
A empresária Karen Moraes tem seus dois filhos, Rodrigo, 9 anos, e Rafael Acom, 3, trabalhando como modelos. Por ser mais velho, Rodrigo foi o primeiro a começar no trabalho. “Ele era desinibido e diziam que era bonito, por isso procurei uma agência e deu certo.” Ela lembra que muitas vezes o trabalho é cansativo. “Muitas vezes são horas de testes, mas eles gostam e penso que é uma perspectiva para o futuro deles, por isso invisto.” Karen destaca que os pagamentos dos trabalhos são usados sempre para os meninos. “Eles compram algo que querem e também investimos em cursos. No final, o resultado dá muito orgulho.”


Correio de Gravataí

Palpites de Mãe

por Paloma Vargas
paloma.vargas@gruposinos.com.br

Paloma Vargas é repórter dos jornais Correio de Gravataí e Diário de Cachoeirinha. Nessa nova fase de sua vida, em que espera a chegada do André, ela dividirá a experiência de ser mãe de primeira viagem neste blog, e também quinzenalmente nas páginas impressas de CG e DCA.

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