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Segurança pública

Homicídios caíram pela metade no Município neste início de ano

Brigada aponta redução de assassinatos e roubos no primeiro bimestre deste ano
13/03/2018 15:12 13/03/2018 15:15

Gravataí - 2018 está longe de terminar, porém já dá para dizer que este ano começou bem menos violento que o passado. Um levantamento feito pelo 17º Batalhão da Polícia Militar (17º BPM) atesta, em números, que a maioria dos índices de criminalidade caiu na cidade nestes dois primeiros meses do ano, comparados ao mesmo período em 2017.
No comando do 17º BPM, o major Luis Felipe Neves garante que os números não são aleatórios. Segundo ele, a Brigada Militar trabalhou em parceria com as demais forças de segurança do município para tentar apagar 2017 – classificado como ano mais violento da história da cidade. “Não sou de jogar confete, e ainda há
muito trabalho a ser feito até o final de 2018”, adverte. “Mas os números já indicam, sim, uma melhora significativa em índices como homicídios e roubos, os crimes que mais impactam na população”, ressaltou o major.
Neves recebeu a reportagem do Correio de Gravataí na sede do Batalhão, nesta segunda-feira, para tratar deste e de outros pontos importantes que marcaram o primeiro bimestre.

Pela metade
Em apenas dois meses do ano passado, 29 pessoas foram assassinadas em Gravataí. A cidade chegaria ao recorde de 169 homicídios ao final do ano. Um ano atípico. Pelo menos é o que dizem os próprios policiais da cidade. Afinal 2018 registrou, neste primeiro bimestre, 14 homicídios – o que representa uma redução de 51% no número de assassinatos. Embora não seja um número a ser comemorado, dá para perceber a mudança, que causou muita dor de cabeça às forças de segurança em Gravataí no ano passado.
Em meados de janeiro, durante um curto espaço de tempo – apenas 48 horas –, quatro pessoas foram executadas. Muita gente já falava que Gravataí voltara “à realidade”.
Contudo, bastou que alguns dias passassem para que a situação na cidade fosse normalizada. “Foi necessário mobilizar a todos para impedir que uma nova matança ganhasse as ruas”, resumiu o comandante, sem querer oferecer mais detalhes. “O que posso dizer é que conseguimos, graças ao trabalho conjunto feito com o nosso setor de inteligência, impedir que alguns conflitos armados fossem deflagrados nesse início de ano.”
Outra boa notícia é que ainda não houve latrocínio (roubo seguido de morte) neste ano – diferentemente do ano passado, quando duas pessoas perderam a vida em assaltos.

Quase o dobro de
traficantes presos

O termo usado pelo comandante é “repressão qualificada.” “A Brigada pode prender marginais todo o dia, mas estamos atacando o centro do problema, que é o tráfico de entorpecentes”, esclarece. Isso explica por que motivo, neste primeiro bimestre, a Brigada Militar prendeu quase o dobro de traficantes se comparado ao mesmo período do ano passado. Foram 45 neste ano, e 24 levados à cadeia no primeiro bimestre do ano passado, um aumento percentual de quase 90%.
“Um malandro rouba celular para comprar droga; o outro rouba um carro para comprar droga; o outro assalta um estabelecimento para comprar droga. À parte alguns casos mais pontuais, o tráfico está no topo da cadeia alimentar do crime”, explica. “Então tratamos de trabalhar na diminuição deste tipo de delito”, completa. “E o judiciário tem sido parceiro e não está aliviando. Se o cara for pego traficando, ele vai ser preso e vai ficar preso.”

Roubo de veículos
diminuiu 40%

Só entre janeiro e fevereiro, 69 veículos foram roubados em Gravataí. Parece muito? Basta dizer que no mesmo período do ano passado foram 113 – queda de quase 40% no roubo de carros. Ao mapear a área de maior incidência dos crimes, a Brigada conseguiu garantir a prisão de criminosos. Furtos, porém, continuam em alta.
Foram 80 carros furtados só em dois meses, quase 30 a mais que no ano passado. “O furto é diferente porque está mais ligado ao descuido da população do que à ação de criminosos com arma”, adverte. “O camarada para o carro sem trancar ou travar a direção e, quando volta, o veículo não está mais lá. Os malandros se valem desse tipo de desleixo para atacar.”

Roubo a pedestres
ainda precisam cair

Houve redução de 35% nos roubos a pedestres. Foram 265 casos em janeiro e fevereiro deste ano, contra 408 registrados no ano passado nesse período. Um dos crimes mais sentidos pela população, o delito envolve a ação de abordagem do delinquente, seja com arma ou faca, em geral em busca de um celular, bolsa ou carteira. “Trabalhamos forte, mas sabemos que podemos fazer mais com o policiamento preventivo”, resume.

Abordagens continuarão a ser frequentes

A Brigada nunca parou tanta gente na rua. Acha que não? Saiba que apenas nestes dois meses foram 6720 abordagens promovidas por PMs nas ruas da cidade. O aumento de mais de 90% deve-se à prevenção estabelecida pelo comando do Batalhão. “O PM, hoje, já sai da garagem do Batalhão pensando em abordar. Tem que parar mesmo”, frisa. “Só assim se cria clima de instabilidade para os criminosos. Porque o malandro sabe que a Brigada está na rua e está parando pessoas consideradas suspeitas. Isso aumenta a sensação de segurança para a população, ao mesmo tempo que diminui a chance de atuação do marginal”, garante.


Correio de Gravataí
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