Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Av. Dorival Cândido Luz de Oliveira, 6423 (parada 63) - Monte Belo - Gravataí - CEP: 94050-000
Fones: (51) 3489-4000

Central do Assinante: (51) 3600.3636
Central de Vendas: (51) 3591.2020
Whatsapp: (51) 99101.0318
PUBLICIDADE
Luiz Coronel

A República dos Safados

"Qual a repercussão dessa suspensão da execução da pena em sendo ressuscitada num palco de simulações?"
01/04/2018 06:50

Luiz Coronel é poeta
www.luizcoronel.com.br

Abstraio a figura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para não pisar no campo minado das paixões partidárias. Penso, no entanto, na trágica repercussão da suspensão da execução da pena após segunda instância, em andamento na Suprema Corte Brasileira. Tenha-se que dos mais de 200 países detentores de cadeira na ONU, apenas cinco admitem o não cumprimento da pena de imediato à primeira ou à segunda instância. Nos EUA, o primeiro julgamento já determina a prisão em casos de condenação. O Brasil pratica a execução de pena a partir da segunda instância desde 1941, obstruída quando bateu às portas dos tribunais o fatídico “mensalão”. E, desde 2016, estava restabelecido o critério de execução das penas a partir da condenação em segunda instância.

Qual a repercussão dessa suspensão da execução da pena em sendo ressuscitada num palco de simulações? Muitos condenados, legião de indiciados, saúdam a certeza de que, em pagando competentes advogados, os processos se arrastarão entre baratas, cupins e traças, por décadas, até atingir a gloriosa prescrição. Tim! Tim! Viva a impunidade dos colarinhos brancos. Estão livres para abocanhar a riqueza do País e dispor do suor de quem trabalha.

Seria consequente que datássemos o dia 22 de março mais um feriado nacional, consagrando-o como o “Dia da Corrupção”, ora tornando-se oficial e liberada. Em cada uma das cinco mil cidades brasileiras serão edificados monumentos à corrupção. O que estamos vivendo e assistindo é o julgamento de um homem, determinando consequências que vão muito além desta dimensão pessoal de um líder. Estamos inviabilizando o início da edificação de um tempo respirável em nosso País.

Assim penso: Luiz Inácio Lula da Silva não é nem a salvação nem a catástrofe, anunciadas pela voz enfadonha de defensores e opositores. O Brasil não cabe em cima dos ombros de um só homem. Apequena-se nesta visão. Se quisermos focar o personagem Lula com olhar grave e lúcido, teremos de responder à indagação: estamos perante um verdadeiro estadista, que realizou uma obra fundamental de inclusão social, ou ele é apenas mais um líder populista, desses que enchem o balaio da história latino-americana? Hoje, não há razões para um concreto otimismo. A quem atribuir a responsabilidade por esses dias sombrios? Quando os poderes da república se tornam regentes da discórdia, valha-nos Deus!


Correio de Gravataí
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE