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Cris Manfro

Virada de mesa

"Admiro profundamente quem suporta as especulações, os julgamentos e as previsões pessimistas, e viram a mesa, a vida, a cabeça e o coração"
01/04/2018 06:15

Cris Manfro é psicóloga clínica, terapeuta de família e casal e mediadora familiar
acmanfro@terra.com.br

Esse ano foi o ano que eu assisti muitas viradas de mesa. Vi familiares, amigos, colegas, dando guinadas em suas vidas. Eu gosto de ficar no meu ambiente conhecido, já escrevi que tenho um pouco de engessamento geográfico, com tendência a ficar confortável para minhas emoções. Dou uma fugidinha ou outra, mas logo estou na minha zona de conforto. Mas, em situações limites da minha vida, não hesitei em pegar as minhas trouxas internas e externas e dar virada de mesa e mudar.

Mudar, nem sempre é algo que você quer, mas vem a vida ou a dona natureza e diz: “você precisa dar uma virada de mesa”. A ordem pode vir do exterior como em casos de demissão e separações indesejadas. Outras vezes é você que sente necessidade de dar uma virada na sua vida e ousar, experimentar e se aventurar. Admiro profundamente quem suporta as especulações, os julgamentos e as previsões pessimistas, e viram a mesa, a vida, a cabeça e o coração. Tem diferença entre alertas e previsões pessimistas. Uma mãe sempre buscará alertar os seus filhos quanto aos perigos do mundo e se pensaram com responsabilidade a respeito das mudanças. Quanto mais você se importar com alguém, mais ansioso você ficará de ver a pessoa fazer grandes mudanças na vida ou não mudar nada. Os pessimistas não querem alertar, eles têm certeza de que tudo dará errado e que você deve ficar sempre do jeito que está.

Eu confesso que quando alguém me diz que vai dar grandes viradas de mesa, vem um frio na barriga, porque pessoas da minha geração, mais especificamente as mulheres, não eram treinadas a saírem de suas zonas de conforto e ousarem. Então sempre fui do tipo que alerta os outros, quanto às minhas preocupações. Mas deixo claro: são os meus medos. Em momentos elas foram importantes, em outros mal interpretadas, porque as pessoas podem entender como você “jogando areia nos sonhos alheios”, ou de alguma forma desmerecendo ou invalidando a mudança ou a pessoa. Tem sempre aquele amigo que, mesmo pensando que você possa estar entrando numa fria, jamais te dirá isso. Nunca alertará você ou dirá o que pensa, quanto à sua virada de mesa porque não arriscaria lhe “desagradar”.

Adoro gente que põe o coração para agir e, portanto, “coragem”. Coragem. Agem com o coração e, mesmo com medo, encaram de forma deliciosamente subversiva perigos e novos caminhos. Tenho visto pessoas aos 30 estagnadas como “plastas ambulantes” e pessoas de 70 começando novos projetos com cara e coração. Encaram suas fraquezas e põem fé. Em grandes viradas de mesa têm sempre um grande amor e isso entusiasma.


Correio de Gravataí
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