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Polêmica do abate

Pampas Safari não deve mais abrir

Com falência administrativa do parque, Justiça concedeu o prazo de até dois anos para a retirada total dos animais da área


Andrei Fialho/GES-Especial
Placa informa que local está em reforma, mas foi pedida interdição em 2013
Em decisão coletiva do Ibama, Ministério Público Federal e as secretarias estaduais da Agricultura, Pecuária e Irrigação e a do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, foi determinado o sacrifício de mais 300 cervos exóticos da Ásia (não nativos desse ecossistema). A medida pretende diminuir os riscos à saúde humana e dos outros aminais do entorno.

O descontrole sanitário dos animais do Pampas Safari, em Gravataí, provocou a interdição do local por agentes de saúde no ano de 2013. Desde então, o parque encontra-se fechado e restrito a visitações do público, em razão da endemia de tuberculose nos animais.

A superintendente estadual do Ibama, Claudia Pereira da Costa, que já presidiu a Fundação Municipal de Meio Ambiente de Gravataí (FMMA), conhece e acompanha por anos as dificuldades que o Pampas Safari enfrenta e o quanto animais estão sofrendo e morrendo com o descontrole da contaminação da bactéria da tuberculose. “Já ouve o surto com os búfalos em 2013. Também não há animais como zebras, lhamas e guanacos na propriedade, mortos pela doença”, lembra.

Apesar da estimativa do sacrifício de mais de 300 cervos, Claudia afirma não haver um número exato de aminais a serem abatidos, em razão da falta de exames detalhados. A superintendente apontou que a administração do empreendimento apresentava “relatórios inverossímeis” aos órgãos competentes. “Em parceria com a faculdade de Veterinária da UFRGS fizemos exames e constatamos que a situação é crítica e de alto risco”, revela.

Abate humanitário

Os animais serão abatidos sob técnicas que diminuem o sofrimento até a morte, classificado como abate humanitário, no qual usa-se uma pistola de ar comprimido causando a morte instantaneamente no animal. Claudia destaca que o Pampas Safari vendia cervos para frigoríficos de Santa Catarina até perder as licenças sanitárias. O consumo e abate de carnes exóticas é permitido por leis e normas. “Esses animais iriam morrem de alguma forma”, lamenta.

Parque não deve mais abrir

Com falência administrativa desse parque privado, a Justiça concedeu o prazo de até dois anos para a retirada total dos animais da área. Os proprietários são responsáveis pelo bem estar de cada um, podendo ser processados por maus tratos. Eles poderão ser doados ou encaminhados a outros parques. A constatação de tuberculose impede o transporte desses indivíduos contaminados. Os proprietários não quiseram se manifestar.

Divulgação dos abates

O caso ganhou notoriedade por meio das redes sociais, com a deputada estadual Regina Becker Fortunati (Rede), que divulgou informações preliminares que se espalharam pelo meio virtual. Em sua página no Facebook, a deputada questiona o sacrifício dos animais e pede que haja o investimento em outras alternativas que possam poupar a vida dos cervos. “Diante desta triste decisão, respaldadas por legislações que visam tão somente as questões sanitárias, desconsiderando a vida animal e a possibilidade destes serem tratados, buscarei junto aos órgãos judiciais o conhecimento da íntegra do processo, para analisar criteriosamente os laudos, exames, autuações e todos os demais dados que resultaram na decisão de morte de centenas de animais”, diz parte de sua publicação.

Fundação do Meio Ambiente em alerta

A divulgação da deputada Regina alterou a agenda de ontem na Fundação Municipal de Meio Ambiente (FMMA). Logo pela manhã, o presidente da instituição, Jackson Müller, se deslocou a Porto Alegre para buscar informações mais precisas do que está acontecendo no Pampas Safari. Müller salienta a necessidade de haver dados mais técnicos e laudos mais apurados. “Precisamos ter o registro e cadastro de cada animal, fazer exames precisos e diagnosticar o impacto que essa infecção pode causar no entorno e na saúde pública, e ainda se realmente há necessidade de sacrificar tantos animais.”, destacou.



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