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Crítica

Crítica: Batman vs. Superman

Apesar do esforço e de alguns acertos, épico de super-heróis não convence.
Batman Vs. SupermanBatman Vs. Superman: A Origem da Justiça não me convenceu. 
Não me parece um desastre absoluto (mas isso vai depender da expectativa de quem vê), mas está longe de ser um grande ou mesmo um bom filme. 
O motivo principal está na tentativa do estúdio de fazer um grande épico com tons operísticos - e tentar encaixar elementos conceituais demais para o filme dar conta. 
Há tentativa de criar debate político, de debate filosófico, de debate ético, subtramas de jornalismo investigativo e repetidas e nada sutis menções à natureza divina dos super-heróis. E ainda a necessidade de contar a história de dois personagens que vão se enfrentar. 
Por isso que as duas primeiras horas do filme são atropeladas. Tem tanta coisa para se mostrar e contar que, no fim, não mostra nem conta nada. A própria montagem parece ter sido feita às pressas e tem cenas que surgem abruptas, de maneira deselegante e pouco fluida. 
A projeção abre com a história de origem do Batman. Precisamos saber mesmo, após sete filmes, o que aconteceu com seus pais? 
Batman tem sonhos. O diretor Zack Snyder, que gosta de fazer cenas com visual rebuscado, parece estar mais interessado em dirigir as cenas de sonho do que a ação "real" da narrativa. 
Por falar em Batman, Ben Affleck como o Morcego está muito bem. Ele se apropria do personagem e lhe dá uma leitura  mais sombria e violenta. Faz um Batman que não se preocupa tanto com a vida dos adversários. 
E por falar em apropriação de personagem, o pouco que Gal Gadot aparece em cena como a Mulher Maravilha é o que o projeto tem de melhor. A atriz israelense mostra que já se adonou da personagem. Batman Vs. Superman me fez ter vontade de ver o filme solo da amazona (agendado para o ano que vem). 
O Lex Luthor de Jesse Eisenberg, por outro lado, é um dos pontos fracos. Seu vilão é afetado demais, com tiques e psicopatia em excesso. A abordagem do ator é que Lex é louco. Bem diferente do adversário calculista e estrategista dos quadrinhos. Neste caso, diferente é um problema. 
O mesmo acaba valendo para o Superman de Henry Cavill, que parece estar atuando no automático. Não deve ter tido um bom apoio do diretor Snyder. Mas o fato é que é uma atuação desinteressada para um personagem descrito como onipotente o filme inteiro. 
Na sua última meia hora ou 45 minutos finais, o filme melhora. As cenas de combate deixam ele mais bacana e até apreciável. Mas isso é menos mérito da narrativa do que do "fan delivery": aquilo que surge na tela para agradar aos fãs.
O que sustenta o clímax da fita não são as duas horas anteriores de narrativa mal enjambrada: são décadas de quadrinhos, desenhos animados e outros filmes. 
Isso o salva do desastre. Ou, talvez, o condene a ele. E se a crítica parece supérflua, é porque o filme não merece mais do que isso.  
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