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Notícias | Região Debate

Em busca de um novo Rio Gravataí

Metroplan apresentou as propostas para diminuir os efeitos das cheias e estiagens que assolam a região e prejudicam a preservação do manancial que banha nossa região

Por Diléa Fronza
Última atualização: 06.07.2018 às 08:58


Diléa Fronza/GES-Especial
Debate aconteceu na Câmara de Gravataí
A Metroplan apresentou nesta quinta-feira, 5, a reunião pública de conclusão do Estudo de alternativas e projetos para minimização do efeito das cheias e estiagens do Rio Gravataí. O evento, realizado na Câmara de Gravataí, contou com a presença de representantes do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Gravataí, Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Ufrgs, dos municípios de Alvorada, Gravataí, Canoas, Cachoeirinha, Santo Antônio da Patrulha e Porto Alegre. Além do diretor de Incentivo ao Desenvolvimento da Metroplan, Enio Meneghetti, e dos técnicos da Fundação.

O Superintendente da Metroplan, Pedro Bisch Neto abriu o evento. “Esta é a conclusão do plano metropolitano, um estudo de toda a bacia do rio Gravataí e que tem, quatro propostas sendo concluídas. Além da análise do Gravataí, também estamos em fase de conclusão de estudos dos rios do Sinos, Baixo Gravataí e do Jacuí. Após esta audiência pública, vamos apresentar à opinião pública tudo o que foi levantado para que se possa analisar e decidir o que deve ser feito a partir de agora”, disse ele.

Os estudos foram comandados por três empresas e durou três anos, onde foram realizadas reuniões quinzenais. Agora serão estabelecidas as hierarquias do que será feito e por quem para a melhoria da situação das águas da região.

O que foi analisado

Entre as análises, a situação do rio por todas as cidades em que ele passa: Santo Antônio da Patrulha, Glorinha, Viamão, Gravataí, Cachoeirinha, Canoas e Porto Alegre. São 1,255 milhões de habitantes. No estudo, foi apresentado os efeitos da erosão em função da drenagem realizada ao longo do leito, os problemas causados pelos alagamentos e também pelas estiagens e as alternativas a serem buscadas. O mapeamento contém uma base de dados físicos, sociais, ambientais e econômicos.

No diagnóstico, percebe-se que houve um grande avanço de áreas agrícolas irrigadas em regiões de banhado. Também, que houve uma grande drenagem artificial tanto no canal do rio como nas áreas particulares, com consequentes processos erosivos regressivos nas regiões de banhado e diminuição das áreas de banhado e proteção ambiental.
A proposta, apresentada pelo engenheiro civil do consórcio, Lucas Rangel Martins, tem três objetivos principais: a recuperação ambiental do sistema hídrico, a segurança na oferta de água e a gestão de enchentes.

A proposta que mais se adequa é a da construção de um dique nas cidades de Canoas, Cachoeirinha, Gravataí e Porto Alegre. Para a concretização do projeto, seria necessário o zoneamento da planície de inundação, o sistema de proteção compostos por diques e sistemas de bombeamento, o aprimoramento do sistema de monitoramento, previsão e alerta existente e a adoção de seguros de proteção foram as soluções analisadas. Caso o projeto seja posto em ação, a Metroplan estipulou em até 2023 o prazo para a conclusão total dos diques. O orçamento para a realização de todo o plano gira em torno de R$ 284 milhões.

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