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Caso das crianças esquartejadas

Justiça solta presos a pedido da Polícia e crime volta à estaca zero

Decisão tomada na tarde desta quarta-feira atende solicitação do delegado Rogério Baggio
07/02/2018 16:17 07/02/2018 22:20

Adriana Lima/GES-Especial
Partes dos corpos foram encontradas em estrada de Lomba Grande nos dias 4 e 18 de setembro
A juíza da Vara do Júri de Novo Hamburgo, Angela Roberta Paps Dumerque, revogou, na tarde desta quarta-feira (7), a prisão dos sete suspeitos de terem vitimado duas crianças encontradas esquartejadas em Lomba Grande, em setembro do ano passado. Ela atendeu o pedido feito pelo titular da Delegacia de Homicídios, Rogério Baggio Berbicz. O alvará de soltura foi expedido pouco antes das 16 horas e já foi encaminhado à Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe).

Estavam presos cinco homens, a partir de pedido feito pelo delegado Moacir Fermino: Silvio Fernandes Rodrigues, o empresário Jair da Silva, o filho dele, Andrei Jorge da Silva, seu sócio Paulo Ademir Norbert da Silva, e Márcio Miranda Brustolin. Eram considerados foragidos o outro filho de Jair, Anderson da Silva, e o argentino Jorge Adrian Alves. Com a decisão, os cinco presos ganharão a liberdade e os outros dois deixam de ser considerados foragidos.

A decisão da juíza saiu pouco antes da coletiva de imprensa onde o delegado Berbicz apresentou novos detalhes sobre o caso.

Relembre

• A localização de corpos esquartejados, no dia 4 de setembro, chocou a região. Eram troncos e membros de duas crianças. Duas semanas depois, a 400 metros de distância, foram encontrados os pés e mãos das vítimas.

• Batizada de Operação Revelação, por causa da possível motivação religiosa do crime, a investigação policial disse se tratar de um ritual de atrocidades. Em 4 outubro, quando a localização dos restos mortais completou um mês, a principal suspeita era de magia negra.

• Foram presos o líder satanista, que foi algemado no templo, e o homem que encomendou o ritual e de um familiar, no sítio em Lomba Grande. As capturas, no dia 27 de dezembro, eram mantidas em sigilo.

• No dia seguinte, foi divulgada a suspeita de que as crianças eram argentinas. A investigação já havia concluído que eram estrangeiras porque o DNA dos corpos não foi encontrado nos bancos genéticos do País e também porque não há ocorrência de desaparecimento de irmãos no Brasil com as características das vítimas.

• A suspeita era de que o ritual tivesse sido realizado para atrair prosperidade a uma família hamburguense. O líder do templo satânico teria feito duas exigências: duas crianças, de mesmo sangue, e R$ 25 mil à vista. Os termos do negócio foram mantidos em sigilo no inquérito.

• De acordo com a investigação, as crianças teriam sido embebedadas com cachaça e, na frente do altar do templo satânico, decapitadas vivas. Depois, conforme a investigação, houve sessão de canibalismo. Os envolvidos comeram partes das coxas das crianças e beberam o sangue. O esquartejamento teria sido para colocar as partes em forma de losango ou quadrado nas imediações da propriedade do contratante do ritual, com o propósito de obter sucesso em negócios imobiliários. As cabeças ainda não foram encontradas.


Correio de Gravataí
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