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Dia a dia

Picada de mosquito: o que fazer para parar de coçar?

Reação varia de acordo com a sensibilidade da pele de cada pessoa
08/01/2018 15:00

PixaBay/PixaBay/Divulgação
Coceira é uma reação do organismo para limitar o contato de um tipo de veneno que o mosquito injeta na pele
Noites calorentas no verão costumam vir acompanhadas de um trilha sonora bem conhecida, mas nada agradável: zumbido de mosquito. É um barulho baixinho, mas que sabe incomodar. Para piorar, além da cantoria pertinho do ouvido, os bichinhos ainda se alimentam do sangue humano e vão embora deixando suas marquinhas. É aí que começa o drama de verdade. 

A picada de mosquito provoca uma reação inflamatória, cuja proporção dependerá da sensibilidade da pele de cada pessoa. Por isso, a recomendação é higienizar bem o local após a picada, com água e sabão, para não causar nenhuma infecção. “Como dá coceira, o passar das unhas rasga a pele no local e pode infectar. No verão, especialmente, é bem comum em crianças a picada se sobrepor de uma infecção bacteriana, chamada de impetigo, que forma feridas vermelhas que se espalham pela pele”, observa a dermatologista Clarissa Prati, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Secção Rio Grande do Sul (SBD-RS).
Como a coceira é inevitável, o melhor para aliviar a sensação é coçar com a palma da mão ou então colocar uma pedrinha de gelo no local, que ameniza a situação. “Há substâncias que podem ser aplicadas pós-picada, mas é preciso consultar um médico primeiro, que vai indicar o ideal para cada tipo de pele”, acrescenta Clarissa.

Coceira 

A coceira costuma surgir algumas horas depois da picada e é uma reação do organismo para limitar o contato de um tipo de veneno que o mosquito injeta na pele. “Quando pica, o mosquito deixa uma substância que impede a coagulação para ele conseguir ingerir o sangue, e essa substância faz com que outras células do corpo migrem para o local da picada e tentem conter esse processo”, destaca a dermatologista, explicando a origem da coceira. No entanto, nem todas as pessoas têm as mesmas reações, depende muito de cada organismo. “Crianças, principalmente, podem ter reação na qual uma única picada provoque diversas outras lesões que coçam”, diz.

Reação exagerada
A alergia é percebida quando há uma reação exagerada. Ao invés da marquinha da picada e um alo vermelho ao redor, surge um edema bem maior nessa área. Nestes casos, segundo a dermatologista, o tratamento costuma ser feito com medicamento antialérgico via oral. “Além de ser desconfortável, o risco de uma infecção é super comum”, observa. Porém, a gravidade da reação irá depender da sensibilidade ao veneno ou, às vezes, da quantidade injetada pelo mosquito. A maioria das reações é leve, provocando coceira, ardência e inchaço que somem em um ou dois dias. Somente uma pequena parcela da população tem reações graves, como anafilaxia às picadas, com náusea, edema facial, dificuldade para respirar, dor abdominal e aumento da pressão arterial.

Pernilongo X Borrachudo
Pernilongo é um jeito popular de identificar diferentes tipos de mosquito, como o Aedes aegypti (transmissor da dengue, zika e chikungunya), Anopheles sp. (vetor da malária) e o Culex, que é o pernilongo comum. Normalmente, vivem dentro de casas ou arredores.

Já o borrachudo é encontrado principalmente perto de córregos, arroios e rios de águas límpidas. Embora a reação inflamatória da pele à picada de mosquitos varie de pessoa para pessoa, as picadas de borrachudo costumam ter reações mais potentes, comenta a dermatologista Clarissa Prati. Pessoas com hipersensibilidade ao inseto podem ter inchaço, com grande aumento do volume da região, e coceira intensa, muitas vezes com lesões fora do local picado.

Evitar a picada

Para não ter que sofrer com as picadas de mosquito, o melhor mesmo é evitá-las, por isso Clarissa recomenda o uso de repelente no dia a dia. “Há repelentes muito bons no Brasil. Num primeiro momento, desde que a pessoa não seja sensível a nenhuma substância, pode usar qualquer repelente”, diz. A dermatologista destaca que os cuidados com a escolha dos produtos devem ser maiores apenas com crianças menores de dois anos, para as quais há repelentes específicos devido à sensibilidade da pele.

Como o mosquito ataca mais nas primeiras horas da manhã e no final da tarde, é importante manter janelas e portas fechadas nesse período. Também se recomenda utilizar mosquiteiros. Além disso, outra opção é resfriar o ambiente, já que ar-condicionado e ventilador espantam o mosquito. A dermatologista cita ainda o uso de inseticidas próprios para o uso domiciliar, como os repelentes elétricos.

Saiba mais

  • O repelente não deve ser aplicado sob as roupas
  • Aplique o produto somente nas áreas que ficarão expostas
  • Não aplique mais de três vezes ao dia. Pode causar intoxicação.
  • Se for usar hidratante ou filtro solar, espere secar e aplique o repelente 15 minutos após o uso desses produtos. O repelente sempre é o último a ser aplicado.
  • Não aplique próximo das mucosas (olhos, nariz, boca).
  • Lave as mãos após o uso
  • Não durma com repelente. Tome um banho para remover o produto antes de dormir.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)





Correio de Gravataí
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