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Nutrição

Dá pra fazer dieta e comer de tudo

Seu Geraldo conseguiu perder 58 quilos com disciplina e moderação nas refeições
03/01/2018 05:00

Gabriela da Silva/GES-Especial
Geraldo conseguiu perder 58 quilos em dois anos com reeducação alimentar
Iniciar uma dieta é daquelas metas que costumam aparecer nas listas de resoluções para o ano novo. Há muito tempo, o rol de objetivos do técnico em contabilidade Geraldo Martinho Jost, 70 anos, incluía perder peso e mudar a alimentação, mas ele não tinha jeito de seguir com a ideia adiante. Foi preciso um susto para conseguir mudar os hábitos de vez e enfrentar a obesidade. “Em novembro de 2015, tive um problema de saúde e daí no início de dezembro fiz uma cirurgia, fiquei oito dias internado e decidi que precisava tomar uma atitude”, conta. Morando no primeiro andar de um prédio, seu Geraldo lembra que ficava sem fôlego só de descer as escadas e ir até a garagem.

Passado o período de cuidados pós-operatórios, ele procurou a nutricionista Daniela Roehle – no dia 26 de fevereiro se completarão dois anos da primeira consulta. Na época, Geraldo pesava 160 quilos. De lá pra cá, o ponteiro da balança já caiu para 102 quilos. “Tenho uma qualidade de vida melhor, eu já consigo caminhar três, quatro quadras sem ficar ofegante. Tinha muito problema de dor nas articulações, também em função de peso, mas agora já estou começando a fazer caminhadas aos poucos”, comenta.

O segredo para perder estes 58 quilos em quase dois anos não foi nenhum alimento milagroso, mas moderação e disciplina. A nutricionista diz que o plano alimentar de Geraldo foi montado de acordo com as preferências dele, assim como os horários para as refeições foram adaptados à sua rotina. “Comer de três em três horas não funcionou, cada pessoa tem um ritmo e, conforme vai evoluindo, vamos adaptando o plano. A única coisa que teve que cuidar mais foram os alimentos com ferro, porque ele tinha a ferritina elevada. Aí a gente só restringiu alguns grupos. Não tem porque restringir um grupo alimentar, porque todos são importantes”, destaca Daniela. Para exemplificar, ela aponta que cortar o carboidrato da dieta não funciona a longo prazo, pois ele dá energia e tem funções importantes no organismo. “Sabendo adequar a quantidade para a pessoa e tendo paciência, dá certo”, completa. Assim, Geraldo pôde manter os pratos que gosta no cardápio, mas maneirando na quantidade. “Não abro mão do churrasquinho do fim de semana, mas tudo com moderação”, destaca o técnico em contabilidade.

Reeducação alimentar na rotina

Mudanças na rotina de trabalho também refletiram em melhoras na alimentação e, em consequência, na saúde como um todo. Antes de começar a dieta, Geraldo trabalhava para uma multinacional com sede no exterior. Não havia hora para as tarefas do trabalho, era acionado dia ou noite. Com isso, estava sempre sob pressão e mal parava para comer. Fazia a maioria das refeições em restaurantes, isso quando conseguia dedicar um tempo maior para se alimentar. Ao optar por uma mudança de emprego, ganhou mais tempo e agora até se aventura em novas receitas: “Geralmente, preparo minhas porções nos fins de semana para os próximos dias. Como de tudo, mas sempre no limite. Isso funcionou 100% para mim”.

A nutricionista acrescenta que uma parte importante do processo de reeducação alimentar é saber a origem e a forma de preparo do alimento. “Quando se come na rua, nunca sabemos o ingrediente que tem ali. Ao longo do tempo, a gente foi falando como tinha que preparar, o que era melhor, a forma de armazenar, orientações básicas de alimentação que fazem a diferença”, afirma.

Segundo ela, os alimentos indispensáveis para a dieta são aqueles com nutrientes, frutas, verduras e legumes que sejam da estação. “Isso vai reduzir o custo e trazer vitaminas e sais minerais”, observa.

Gabriela da Silva/GES-Especial
Uma parte importante do processo de reeducação alimentar é saber a origem e a forma de preparo do alimento

Atenção plena à mesa

Daniela reforça que não há idade para começar uma nova dieta em busca de uma vida mais saudável. “Sempre dá tempo, mas tem que ter disciplina e organização”, reforça. A nutricionista diz que é preciso ter persistência para incluir mais saúde no cardápio, sem desistir no meio do caminho. “É uma questão de adaptação do organismo, porque no início vai sentir falta do que estava comendo, da quantidade, dos alimentos. Quando come, mais tem vontade de comer. Mas conforme diminuir porção, vai diminuindo a ansiedade de comer”, ressalta.

Entre outros aspectos que fazem parte do sucesso de um processo de reeducação alimentar está a atenção plena ao que se está comendo, longe de televisão, redes sociais ou qualquer outra distração. “Faz diferença tu perceber o que está comendo, sentir o sabor. A gente já começa a absorver na boca, então a gente tem que dar o tempo para o corpo realizar o trabalho dele, se não fica tudo na correria e nada funciona direito. A gente vai ver depois o reflexo na saúde”, destaca a nutricionista.


Correio de Gravataí
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