Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Av. Dorival Cândido Luz de Oliveira, 6423 (parada 63) - Monte Belo - Gravataí - CEP: 94050-000
Fones: (51) 3489-4000

Central do Assinante: (51) 3600.3636
Central de Vendas: (51) 3591.2020
Whatsapp: (51) 99101.0318
PUBLICIDADE
Seca: é para se preocupar?

Chuva necessária para o rio

Nível do rio preocupa entidades, mas Corsan garante que não há motivos para alerta
11/01/2018 14:58 11/01/2018 14:58


Andrei Fialho/GES-Especial
Pontos de captação de água da Corsan no Passo dos Negros, em Gravataí
A chegada da chuva traz um alívio para os moradores da região de Gravataí, que temem pelo racionamento no período. O nível do Rio Gravataí enfrenta reduções no nível diariamente, alcançando 2,26 metros no ponto de medição em Alvorada, 52 centímetros abaixo do que era registrado há 20 dias. A informação é do diretor do Comitê de Gerenciamento da Bacia do Rio Gravataí, Sérgio Cardoso, que teme a continuidade da redução até chegar aos 50 centímetros, nível de alerta. “Sem chuva e com aumento do consumo, nos preocupamos com o racionamento. Se ficar 20 dias sem chuva, pode faltar água”, ressalta.

A Fundação de Meio Ambiente da cidade também está preocupada, conforme o diretor Jackson Muller. “O rio perdeu a capacidade de acumular grandes volumes de água e a estiagem agrava a situação, principalmente entre o final de outubro até o mês de abril”, analisa.

Para a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), não há motivos para preocupação. Segundo o diretor de Operações, Eduardo Carvalho, a medição do rio aponta 2,30 metros, com variação de 30 centímetros nos últimos 30 dias. “Não estamos perto do nível de alerta e a tendência é a diminuição do volume de consumo pela agricultura”, salienta Carvalho.

Perdas de água

As perdas de água, avaliada em 40% pela Fundação de Meio Ambiente de Gravataí, estão entre os pontos questionados à Corsan. “São perdas causadas pelas tubulações antigas, de água retirada do rio e tratada”, argumenta Muller.

A Corsan aponta que 50% das perdas são causadas por vazamentos reais e que a outra metade é resultado do consumo em áreas não regularizados do Município. “A maior parte é perda comercial e a Corsan quer regularizar os clientes clandestinos. Na perda operacional, as nossas equipes buscam identificar os vazamentos para redução dos pontos”, afirma o diretor de Operações da Corsan.

Qualidade da água

Com o percentual de esgoto tratado em 18%, a Fundação de Meio Ambiente aponta que a água que chega aos rios é prejudicada. “Estamos acabando com o rio.” Para Carvalho, a qualidade da água está adequada, com nível de turbidez em 30, considerado aceitável para os processos de tratamento. “Em 2016 passou de 500, devido a ações agrícolas. No ano passado, quando a atividade começou tivemos ação imediata e eles foram reduzidos gradativamente”, assegura o diretor e complementa. “Qualidade e quantidade não são problemas no Rio Gravataí.”

Capacidade de armazenamento

O Rio que abastece as cidades de Santo Antônio da Patrulha, Glorinha e, em um sistema integrado, Alvorada, Viamão, Cachoeirinha e Gravataí, tem dificuldades de armazenamento de água. Para o diretor da Fundação de Meio Ambiente da cidade, a grande perda de água é ocasionada pela drenagem que cortou o rio ao meio. “Depois da chuva o rio começa a secar. Com usos de extração de água, a água retirada para consumo da população e uso agrícola faz com que acelere a redução”, avalia Muller que revela a discussão com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para recuperação das áreas que sofrem com a erosão.

Sem desperdício

O desperdício de água também pode ser responsável por racionamentos, em períodos de seca, como ressalta o diretor do Comitê de Gerenciamento da Bacia do Rio Gravataí. São importantes campanhas de conscientização pelo poder público e a população fazer a sua parte.”
Neste período, a Corsan orienta atenção à rega de gramados e jardins, lavagem de carros e calçados, a troca frequente de piscinas plásticas, e a revisão das instalações hidráulicas.


Correio de Gravataí
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE