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Protesto

Tapete vermelho do Globo de Ouro veste preto por vítimas de assédio

Assédio na indústria surgiu com os casos envolvendo Harvey Weinstein e muitos outros passaram e ser denunciados
08/01/2018 07:56 08/01/2018 07:59

Frederick M. Brown / GETTY IMAGES NORTH AMERICA /AFP
Nicole Kidman, Zoe Kravitz, Reese Witherspoon, Laura Dern e Shailene Woodley
A cerimônia de entrega dos Globos de Ouro costuma ter um tapete vermelho marcado por brilho e cor. Mas, neste ano, se tingiu de preto. As celebridades de Hollywood se vestiram com vestidos e ternos escuros como forma de chamar atenção para o assédio sexual no mundo do entretenimento. O assédio como uma forma geral de tratar mulheres e homens começou a vir à tona com os escândalos em torno do produtor Harvey Weinstein e seguiu, como um efeito dominó, atingindo muitos outros nomes da indústria.

"NO DOMINGO VESTIMOS PRETO em solidariedade com os homens e as mulheres de todo o mundo que foram silenciados por discriminação, assédio e abuso", destacou no Twitter a organização Time's Up (Acabou o tempo), lançada por centenas de mulheres de destaque em Hollywood para financiar a defesa de vítimas de agressões sexuais no trabalho.

Não apenas as mulheres, mas também os homens chegaram ao Beverly Hilton para a primeira grande festa de temporada de premiação da indústria cinematográfica vestindo, na grande maioria, preto básico, muitos com um broche da Time's Up na lapela para reforçar a mensagem. Os únicos toques de cor foram detalhes: uma faixa verde brilhante na sombra dos olhos, um pedaço de tecido branco no decote, algumas lantejoulas no corpete.

"Agora as pessoas são conscientes de um desequilíbrio de poder. Isso levou ao abuso na nossa indústria (...) Está em todo lugar", disse Meryl Streep, indicada ao prêmio de melhor atriz dramática por "The Post: a Guerra secreta", ao passar pelo tapete vermelho. Streep, no centro de uma tempestade sobre o caso Weinstein por causa dos vários filmes em que trabalhou com o produtor, chegou acompanhada de Ai-jen Poo, diretora da Aliança Nacional de Trabalhadoras Domésticas, como sua acompanhante na cerimônia. A iniciativa Time's Up deu especial ênfase às suas "irmãs" que fazem trabalhos "menos glamourosos".

Três vezes ganhadora do Oscar, Streep disse que homens e mulheres de Hollywood agora se sentem "incentivados a se unir em uma grossa linha preta". De fato, muitos homens de Hollywood já tinham anunciado que vestiriam roupas pretas. Muitos também usaram camisas pretas e declararam seu apoio à causa ao desfilar pelo tapete vermelho. "Não acho que seja um protesto silencioso. Isto fará as pessoas falarem sobre o tema", disse à AFP David Thewlis, um dos atores do sucesso de bilheteria em 2017, "Mulher Maravilha". "Como pai, como marido, por que não seria 100% a favor disso?", questionou.

A ganhadora do Oscar Catherine Zeta-Jones, protagonista da bem sucedida série de televisão "Feud: Bette and Joan", escolheu um vestido preto justo com lantejoulas delicadamente bordadas e brincos verde esmeralda. "O que vestimos não é uma declaração de moda. É uma declaração de ação. É uma mensagem direta de resistência", escreveu a atriz e diretora Amber Tamblyn em um artigo de opinião para o The New York Times. "Esta noite não é de luto. Esta noite é um despertar".

  • Laura Dern, Nicole Kidman, Zoe Kravitz, Reese Witherspoon e Shailene Woodle
    Foto: Frederic J. BROWN/ AFP
  • Malin Akerman
    Foto: Charley Gallay / GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP
  • Emma Watson, Eva Longoria, Susan Sarandon e Rosa Clemente
    Foto: Charley Gallay / GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP
  • Tatiana Maslany e Laverne Cox
    Foto: Matt Winkelmeyer / GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP
  • Alexis Bledel, Yvonne Strahovski,Craig Erwich, Elisabeth Moss, Madeline Brewer e Amanda Brugel
    Foto: Joe Scarnici / GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP
  • Model Irelaand Baldwin
    Foto: Joe Scarnici / GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP

#MeToo

Oprah Winfrey fez no domingo um contundente discurso contra o abuxo sexual ao ser homenageada pelo conjunta de sua carreira na premiação do Globo de Ouro no domingo à noite. Segundo ela, "chegou um novo dia para as meninas e mulheres vítimas" do abuso sexual. Atriz, produtora e apresentadora de tv, Oprah reiterou publicamente seu apoio ao movimento #MeToo, que abalou os alicerces de Hollywood depois que foi revelado o comportamento abusivo do magnata cinematográfico Harvey Weinstein.

Em seu discurso, ela prestou homenagem a Recy Taylor, uma mulher negra que, em 1944, denunciou ter sido estuprada por um grupo de homens brancos e que morreu há algumas semanas. A apresentadora lamentou a "cultura corrompida por homens brutalmente poderosos". "Durante muito tempo, as mulheres não foram ouvidas e não se acreditava nelas quando se atreviam a contar a verdade sobre esses homens. Mas esse tempo acabou!", proclamou, entre vigorosos aplausos do público. "Por isso quero que todas as meninas que estão vendo isso saibam que existe um novo dia no horizonte", destacou.

"E, quando finalmente amanhecer, será graças a muitas mulheres magníficas - muitas das quais estão aqui esta noite - e muitos homens maravilhosos, que vão lutar duro para se converter nos líderes que nos levarão a tempos em que ninguém terá de dizer 'eu também'", acrescentou. A atriz de 63 anos também mencionou a imprensa, que teve um papel-chave nos últimos meses para revelar a má conduta sexual de inúmeros atores, diretores e produtores de Hollywood. "Quero dizer que valorizo a imprensa mais do que nunca nesses tempos complicados", concluiu.


Correio de Gravataí
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