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Almoçando com a Acigra

Os planos da GM para Gravataí

Quem revela é o vice-presidente da General Motors na América do Sul, Marcos Munhoz
05/12/2017 13:07 05/12/2017 13:07


Andrei Fialho/GES-Especial
No evento, foram detalhados os projetos da montadora
Não é comum o vice-presidente da General Motors na América do Sul vir a Gravataí para um almoço e também para conversar sobre a empresa, com empreendedores e autoridade. A oportunidade foi possível por iniciativa da Associação Comercial, Industrial e de Serviços, que recebeu durante o ‘Almoçando com a Acigra’ a palestra ‘General Motors, acelerando com o Rio Grande’, onde Marcos Munhoz deu seu panorama sobre a GM no continente sulamericano e revelou quais os planos da companhia para a unidade local. Quem presenciou, saiu confiante com os investimentos que a empresa irá realizar por aqui.

Há 45 anos atrás, na cidade de São Caetano, Marcos Munhoz ingressou na GM. Sua trajetória e dedicação pela empresa o fizeram chegar ao topo seleto de líderes da montadora. Em sua apresentação, demonstrou ser além de um gestor, mas sim um visionário. Ele mostrou algumas estratégias que tornaram a GM a número 1 em vendas no Mercosul. “Adotamos a filosofia de não investir onde não somos referência, e a unidade de Gravataí é um dos melhores polos que temos, referência para outros complexos da empresa.”

Ele revelou que a compreensão da GM é de investir em suas unidades que naturalmente são sustentáveis e que não dependam de meios externos ou de isenções para se tornarem viáveis financeiramente. “Vamos triplicar a unidade de Joinville, que apenas produz os motores, assim como faremos ampliações em São Caetano e Mogi das Cruzes. Já em São José dos Campos não vamos fazer investimentos, pois essa fábrica não possui referência e não é totalmente sustentável.”

E por aqui?

Na ocasião, Munhoz aproveitou para mostrar as evoluções da GM em Gravataí. No início das operações no ano de 2000, eram produzidos apenas 11 Celtas no período de uma hora, para abastecer apenas o mercado nacional. Com a primeira expansão em 2006, para a montagem do Prisma, a produção chegou há 40 veículos por hora, para uma demanda de atender quatro países do Mercosul. Atualmente, a GM produz quatro modelos ao ritmo de 65,5 carros por hora, que são comercializados em oito nacionalidades. “O perfil dessa fábrica é de montar carros populares e ficamos muito bons nisso. Demoramos oito anos para produzir o primeiro um milhão de unidades; o segundo milhão levou cinco anos; e nos últimos três anos já montamos mais um milhão carros.”

É daqui o líder de vendas

O Onix produzido em Gravataí é o carro mais vendido no Brasil há 25 meses consecutivos”. Munhoz afirmou que é um desafio constante para a GM se manter como líder do mercado brasileiro. “Estamos nessa posição porque fizemos investimentos na crise, quando todo o mercado freou. Fomos para rua ouvir nossos clientes, usamos as sugestões e apostamos em uma surpresa a mais, que foi a conectividade pelo sistema My Link. A tecnologia fez a diferença. Além disso, trabalhos a criatividade do marketing, apostamos e fortalecemos as relações com as sistemistas, concessionárias e sempre cuidando da nossa equipe.”

E o novo carro a ser produzido aqui?

Um mistério pairou pelo ar. Muito se falou dos investimentos da ampliação na ordem de R$ 1,4 bilhão. O fato é que já no próximo dia 11 de dezembro 1700 trabalhadores ingressarão nos novos postos de trabalho de todo o Complexo Automotivo. “Com a volta do terceiro turno de produção, 700 pessoas serão efetivadas na GM e as outras 1.000, nas sistemistas.”

Sobre o novo carro, Munhoz não deu pistas e até jogou para longe a informação. “São mais de 2.500 engenheiros trabalhando em Detroit, nos Estados Unidos. É lá que tudo é pensado e desenvolvido, aqui nós só iremos produzir. Todos nossos veículos têm que ter referência no mercado, faz parte do nosso posicionamento.

Compreendemos que as tecnologias vão fazer a diferença nos novos modelos ao ponto de chegar um dia que os veículos serão totalmente autônomos para tudo.”
Uma das dúvidas mais pertinentes do público, foi sobre a migração dos veículos a combustíveis a base de petróleo para os elétricos e híbridos, em razão de haver países que estão eliminando motores à combustão. Munhoz foi enfático ao afirmar que o petróleo seguirá por muitos anos como combustível e que a transição será mais lenta do que se anuncia. “Assim como a tecnologia elétrica evolui, os motores à combustão também são aperfeiçoados. Tem engenheiros trabalhando para o melhor desempenho para ambos os lados, mas com certeza será maravilho quando houver um automóvel com índice zero em emissão de poluentes.”



Correio de Gravataí
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