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Mauro Blankenheim

Quando a rivalidade vira o fio

"As pessoas não dimensionam mais com discernimento a intensidade do resultado de suas loucuras"
31/12/2017 06:20

Mauro BlankenheimMauro Blankenheim é publicitário
mauroblankenheim.com.br

Já faz algum tempo que no RS a disputa saudável pela hegemonia do futebol local deixa saudades.

O futebol, que em termos planetários virou um grande negócio, capaz de pagar salários estratosféricos, no nosso rincão acabou veículo das nossas frustrações, ódios recolhidos e relações mal resolvidas, na camufladora corneta. Nos estádios acontece de tudo. O que menos estranheza causa são os chamados sinalizadores que já mataram e voltarão a matar, caso não sejam banidos exemplarmente das praças esportivas. Sinalizador é um negócio feito pro sujeito indicar sua localização remota, uma vez salvo de um naufrágio ou queda de avião. Então, por que lançá-lo num espaço onde milhares de pessoas se acotovelam e estão ora em êxtase, ora em depressão? Enfim, são as contradições do mundo moderno, que, ao se mostrar evoluindo, não garante bem se para cima ou para baixo. O trânsito tantas vezes referido nesta coluna como vulcão das emoções humanas, cada vez mais se parece com uma arena, e não me entendam mal, uma arena daquelas em que gladiadores matavam um leão ou eram focinhados por ele. Hoje qualquer desavença banal pode acabar num tiro letal de arma de fogo. As pessoas não dimensionam mais com discernimento a intensidade do resultado de suas loucuras. Uma pelada, uma discussão de bar, o fim de um namoro, terminam em facadas mortais, em brigas que destroçam crânios, a pau e pedra, se for preciso.

Mas como vai acabar tudo isso, pergunto. Vai continuar, respondo. Vai piorar, completo. Como diz um amigo, a violência sempre existiu, entre conhecidos, amigos e irmãos. Como a lei, definitivamente, não é igual para todos, alguns se enxergam mais poderosos do que outros, às vezes pela grana que possuem, pela mulher-troféu que exibem, ou pela própria inteligência, uma típica faca de dois “legumes”. A mesma inteligência que serve aos desígnios da evolução, atende aos chamados do mal. E, quando usada na direção errada, pode provocar tanta destruição quanto se possa imaginar.

O esporte, assim como a fissão nuclear e os veículos de transporte, foram criações do homem para melhorar a vida e torná-la menos dura. Mas o ser humano, cada vez menos humano, com seu coração naturalmente endurecido, trata de torná-los instrumentos bélicos. Infiltrados nas torcidas fazem algazarra para dizer o mínimo, com uma palavra até demodée de tão pura. Infiltrados no trânsito, põem a vida dos outros em xeque. Infiltrados na tecnologia vislumbram como fazer o bom virar mau. Infiltrados na política, bem...

Não vai ser tarefa fácil crer que o ano novo será mais ameno. Ah, não vai mesmo.


Correio de Gravataí
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