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Luz, câmera... ação!

A cabeça de Gumercindo Saraiva que rolou por aqui

Como foram os dias de gravação de Tabajara Ruas na Cascatinha de Morungava
14/11/2017 09:26 14/11/2017 09:26

Cena de fuzilamento que será parte fundamental no filme de Tabajara Ruas foi feita na Cascatinha do Mato FinoAo fundo, só o barulho da cascatinha do Mato Alto - e olhe, é um barulhão! Diante dela, uma dezena de atores e pelo menos 30 figurantes concentram-se a espera da palavra-mágica do diretor, produtor e o ‘pai de todos’ nas gravações, o cineasta e escritor Tabajara Ruas. “Ação!” - grita ele - e a cena de um fuzilamento vai se desenhando em frente de todos.

A cena em questão é uma das mais importantes passagens do filme que Tabajara roda, grande parte dele em Gravataí: A Cabeça de Gumercindo Saraiva está nos últimos dias de captação. Os planos do diretor são de finalizar tudo em novembro e partir para o longo e solitário trabalho de edição. “O filme deve ser lançado em maio”, prevê Tabajara, com voz da experiência de quem já produziu e assinou quatro longas-metragens de sucesso.

A história

A Cabeça de Gumercindo Saraivaconta a história da macabra decaptação do cadáver do caudilho em 1893, que vinha pondo em risco a recente República Brasileira. Depois da decaptação, a cabeça de Gumercindo teria sido levada ao governador Júlio de Castilhos.


"Gravataí nos acolheu"

Foi com a disposição de um novato que Tabajara Ruas, aos 75 anos, já passado do meio-dia, pediu que encerrassem as gravações da manhã na Cascatinha do Mato Fino, em Morungava, pedindo que em uma hora, todos voltassem do almoço. “Quero aproveitar a luz”, disse, explicando logo em seguida que a sexta-feira de tempo enferruscado é a ideal para a captação de imagens porque oferece pouca variação de luz. “Vamos comer alguma coisa e a gente conversa”, avisou: tinha carreiteiro, feijão e salada para todo mundo, inclusive para a nossa reportagem. “Vamos lá”, chamou. Diante de si, só um copo de coca-cola.

Correio - Que tal?
Tabajara - Estamos filmando, mesmo com o tempo chuvoso, aproveitando quando tem uma trégua porque a luz não sofre muita variação e a gente aproveita melhor o dia.

Correio - Como Gravataí entrou nesse filme?
Tabajara - A fotógrafa Dulce Elfer, que trabalha conosco, indicou áreas. Entramos em contato com a prefeitura e tivemos todo o apoio, inclusive consertando algumas ruas e uma ponte que usamos.

Correio - Há quanto tempo estão filmando em Gravataí e quando pretender concluir o filme?
Tabajara - Há duas semanas. Até o final do mês, captamos tudo. A previsão de lançamento é maio do ano que vem.

Correio - E o próximo trabalho?
Tabajara - Até o final do ano, lanço um livro sobre os pracinhas brasileiros na 2ª Guerra. Temos poucos filmes nacionais sobre o tema.


Correio de Gravataí
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