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Comissão de Ética da Presidência abre processo contra dez ministros

Ministra dos Direitos Humanos será investigada por ter cobrado do governo viagem paga por uma entidade
27/11/2017 20:33 27/11/2017 20:43

Valter Campanato/Agência Brasil
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, apresentou um balanço de 200 dias de gestão e anuncia a liberação de verbas para novos serviços de saúde
A Comissão de Ética da Presidência (CEP) abriu processos contra dez ministros e o presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Após reunião nesta segunda-feira (27), o colegiado também vai apurar condutas de Antônio Andrade, atualmente vice-governador de Minas Gerais, e Antonio Palocci e Mário Negromonte, ambos ex-ministros. A comissão tem caráter de recomendação e, na sanção mais dura, recomenda a exoneração de ministros.

Nove ministros terão dez dias para explicar à comissão se privilegiaram os estados de origem em viagens oficiais, conforme matéria da Folha de S. Paulo. Foram abertos processos contra os ministros: Helder Barbalho (Integração), Ricardo Barros (Saúde), Ronaldo Nogueira (Trabalho), Marcos Pereira (Indústria e Comércio), Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia), Leonardo Picciani (Esportes), Mendonça Filho (Educação), Osmar Terra (Desenvolvimento Social) e Sarney Filho (Meio Ambiente).

Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Ministra Luislinda Valois, dos Direitos Humanos
O colegiado investigará também a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, por ter cobrado do governo uma viagem totalmente paga por uma entidade. De acordo com matéria do portal R7, Luislinda passou cinco dias em Israel em junho e foi integralmente custeada pela Confederação Israelita do Brasil (Conib).

O presidente da EBC, Laerte Rimoli, será questionado pela CEP por postagens supostamente racistas no Facebook, de acordo com uma denúncia anônima. Já o presidente da Eletrobras teve processo concluído e recebeu uma advertência por ter usado "termos depreciativos" em relação a empregados da estatal em uma reunião.

Dois ex-ministros também terão de se explicar à comissão por conta de citações em delações. Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, teria favorecido empresas interessadas nas obras da usina da Belo Monte, segundo delação de Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez. Já Mário Negromonte, ex-ministro das Cidades, teria recebido R$ 25 milhões para beneficiar empresas do setor de rastreamento de veículos, de acordo com delação de Alberto Youssef. O ex-ministro da Agricultura e atual vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade, foi acusado por Lúcio Funaro de ter recebido R$ 4,5 milhões para favorecer a JBS.

Em nota, o ministério da Ciência e Tecnologia afirma que a atividade do ministro Kassab prevê participação em eventos nos estados, e que parte dos deslocamentos do ministro e servidores foi feito com aviões da FAB, seguindo "estritamente" a legislação e considerando o "cumprimento de atividades relacionadas à pasta".

O ministério de Indústria e Comércio declarou que o estado de São Paulo tem o maior PIB do Brasil e participação de 30% no PIB industrial. Por isso, diz o comunicado, o estado é "notoriamente o principal destino" de ministros da pasta. Muitos dos eventos a que o ministro, continua a nota, acontecem em São Paulo por "questão de logística".

Já a Saúde afirma que das 423 agendas de Ricardo Barros nos últimos dez meses, 82% foram realizadas fora de seu estado de origem, e que há "preferência" por voos de carreira. "O ministro viaja todo final de semana para sua residência no Paraná. Nos compromissos oficiais na região, o ministro participa de congressos, entrega de recursos e agendas oficiais". "Quando deseja visitar suas bases, o ministro tira uma semana de férias a que tem direito, como já fez em agosto e neste mês. Entre 9 e 15 de dezembro, em férias, fará novamente sua agenda de visitas. O Ministério da Saúde cumpre rigorosamente a legislação vigente para compromissos oficiais", continua o comunicado.


Correio de Gravataí
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