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Greve da Polícia Civil

Assembleia avalia a paralisação

Servidores devem se reunir em frente ao Palácio da Polícia em Porto Alegre
11/10/2017 10:14 11/10/2017 10:14


Giovani de Oliveira/GES-Especial
Polícia realiza apenas atendimentos de urgência
Está marcada para a tarde desta quarta-feira (11) na capital, a assembleia dos agentes da Polícia Civil que estão em greve desde segunda-feira (9). Entre os assuntos em pauta, a avaliação dos primeiros dias do movimento. Segundo Isaac Ortiz, presidente da Ugeirm, sindicato que representa os escrivães, inspetores e investigadores, são remotas as chances de se votar pelo fim da paralisação. “Como vamos avaliar, sempre é possível, mas é muito pouco provável que isso seja decidido”, analisou.


O sindicalista explica que na reunião de hoje serão apresentadas as informações sobre o andamento da greve nas diferentes cidades. Em seu site, a Ugeirm afirma que a adesão foi de 100% em todo o Estado. “É uma greve construída depois de 22 meses com parcelamento de salário. No 23º mês, o salário não foi parcelado, ele não foi pago.

A população está compreendendo e apoiando o movimento”, destacou Ortiz. Na mesma linha, o vice-presidente do sindicato, Fábio Castro, destacou a orientação para que os agentes mantenham o diálogo com a comunidade. “Esclarecer as pessoas acerca dos motivos que nos levaram à greve é fundamental. A sociedade é nossa principal aliada nessa luta”, afirmou.

Ortiz ainda criticou o Governo Sartori. “Ele escolheu não pagar a saúde, a educação e a segurança. Não temos uma política de segurança, o que se reflete nos índices de criminalidade que explodiram, viraram notícia nacional. Só nesta gestão já foram 7.133 homicídios”, completou o dirigente.


O Palácio Piratini anunciou que os salários dos servidores que recebem até R$5 mil serão quitados ainda hoje. Segundo o governo do Estado, para pagar as faixas com rendimento entre R$4 mil e R$5 mil, foram necessários R$ 139,7 milhões. A previsão para o pagamento integral dos salários é dia 17.

Em greve, trabalhando

Em Gravataí, seguindo a orientação do sindicato, o serviço da Polícia Civil está reduzido. Nossa reportagem acompanhou o expediente interno em uma delegacia, mas, a pedidos, para preservar os servidores não será informada.Nos ambientes que não ficam abertos ao público, a movimentação de policiais era intensa. “Não estamos paralisados para descansar, em casa. Estamos fazendo a greve na delegacia”, informou um servidor.


Entre os presentes, inclusive alguns que precisaram de dinheiro emprestado para chegar ao trabalho. “Já tive que emprestar dinheiro para colegas. Com o parcelamento, muitos recebiam, uma parte e tinham que escolher que conta pagar. Agora o pessoal não tem dinheiro nenhum. Imagina, alguém que está acostumado a receber até o último dia do mês, ficar 10 dias sem ganhar nada”, desabafou outro agente.


De acordo com os agentes, a população está compreendendo bem a situação. Quem chega à delegacia passa por uma triagem. Cada caso é analisado, situações consideradas graves são atendidas, nos outros casos, as pessoas são orientadas a fazer o registro pela Delegacia Online.



Correio de Gravataí
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