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Vão parar

Professores municipais de Gravataí entram em greve a partir de segunda

Decisão foi tomada em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (10)

Sílvia Fernandes/Divulgação
Professores aprovaram greve a partir de segunda-feira (14)
Os professores municipais de Gravataí vão parar. Esta foi a decisão tomada em assembleia geral realizada na manhã desta quinta-feira (10), no salão da Igreja Matriz. Segundo levantamento do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública Municipal de Gravataí (SPMG), mais de 700 trabalhadores participaram da plenária.

Ainda de acordo com o SPMG, a decisão é uma resposta ao governo municipal, que ainda não cumpriu com a data-base dos trabalhadores municipais, mantendo os salários congelados, e interrompeu a discussão das pautas de reivindicação na mesa de negociação. "O dissídio deveria ser pago no dia 1º de maio. A mesa de negociações está parada desde junho. Nós pedimos a primeira reunião ainda em abril, a Prefeitura só nos atendeu em junho e nada avançou de lá pra cá. Vamos parar as atividades para ver se o prefeito percebe as reivindicações que temos", afirma Vitalina Gonçalves, presidente do SPMG,

Após a assembleia, uma correspondência informando o prefeito da greve seria entregue ao chefe do Executivo ainda na quinta-feira (10). Nesta sexta-feira (11), o comando de greve deve se reunir para elaborar as atividades que irão ocorrer durante o período de paralisação.

Entre as reivindicações de professores e funcionários de escolas estão a retomada da mesa de negociação com ênfase na garantia da manutenção do IPAG Saúde; retomada da direção tripartite do IPAG; garantia de um calendário periódico de reuniões entre SPMG e Executivo Municipal para debater e/ou construir pautas relacionadas à categoria, que venham a se tornar projeto de lei e /ou altere rotinas ou direitos adquiridos; cumprimento das cláusulas acordadas em negociação de anos anteriores.

Sindicato aponta prejuízos

Segundo levantamento divulgado pelo SPMG, as perdas dos servidores da educação até o momento são:

- Salários congelados há dois anos sem reposição da inflação com perdas que chegam a 14,21%.

- Confisco de 3% do salário, com o aumento do desconto IPAG de 11% para 14%.

- Fim do pagamento na quinzena e no último dia útil do mês corrente.

- Alteração da Licença de Afastamento Familiar.

- Desconto de 1% por depende no IPAG Saúde.

- Pagamento da convocação somente pelo básico, sem as vantagens.

Prefeitura não vai dar aumento

O secretário de Governança e Comunicação, Claiton Manfro não fala em greve. "É um indicativo de greve que na minha opinião é ilegítimo, impróprio e inadequado. Até onde sabemos, eram 333 professores reunidos de um total de 2.800 do quadro. Destes que estavam na assembleia, somente 172 aprovaram a greve. Não é a maioria e por isso não me parece uma greve porque não representa nem 10% da categoria", diz, enfático.

Manfro afirma que a greve é ilegítima, não em questão do Sindicato ou da categoria, mas em querer fazer greve num período como este. "A greve é imprópria porque vivemos um contexto de crise absoluta no Estado e país inteiro, todo mundo sabe que o país está em crise. Em Gravataí, estamos há cinco anos trabalhando de forma árdua e responsável, cinco anos sem atrasar um salário sequer enquanto as cidades do entorno e o Estado estão parcelando os salários. Está dando certo no ponto de vista de gestão, é algo responsável pelo ponto de vista econômico", garante.

Sobre o dissídio da categoria, Manfro diz que todas as etapas de negociação foram cumpridas. "Nos reunimos com o Sindicato que apresentou a pauta. Fizemos três reuniões, o Sindicato apresentou a pauta e a Prefeitura apresentou uma resposta. As finanças do município como um todo não são boas. Não vamos fazer uma discussão salarial se não discutirmos as finanças do município", explica.

O secretário acrescenta que o Governo propôs sentar com o Sindicato, fazer uma reunião com a categoria para explicar a situação financeira e os motivos de mudar o Ipag e o Sindicato não aceitou. Ele finaliza sugerindo que os professores chamem a comunidade para o debate. "Estamos iniciando o segundo semestre do ano letivo. Deflagrar um indicativo de greve neste momento deveria ter a opinião da sociedade. Sugiro ao Sindicato que diga à comunidade de Gravataí que querem um aumento salarial mas que se negam a discutir a previdência do município e a partir disso ouçam a comunidade. Não nos negamos a conversar, fizemos todo o rito que um processo de negociação exige e encerrou. Mas não há possibilidade de reposição salarial no momento sem uma discussão sobre o instituto de previdência", finaliza.


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