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Entrevista

Marco Alba garante que será um novo governo

Eleito para seu segundo mandato como prefeito de Gravataí, Marco Alba falou com exclusividade ao Grupo Sinos

Rafael Trajano/GES-Especial
No novo mandato Marco seguirá cuidando das pessoas e ampliando o cuidado com a cidade
Eleito para seu segundo mandato como prefeito de Gravataí com 48.211 votos, 14.791 a mais do que os 33.420 conquistados na eleição anulada de outubro, Marco Alba (PMDB) agora colherá os frutos da “casa arrumada” por ele nos últimos quatro anos. O esforço foi grande, afinal, foram pagos mais de R$ 200 milhões em dívidas de governos anteriores. Com a Prefeitura com “nome limpo”, seu novo governo seguirá priorizando as pessoas, mas poderá dar atenção maior aos serviços estruturais que o Município tanto necessita. “Cuidamos das pessoas, agora vamos cuidar também da cidade”, diz Marco, que conversou com o Grupo Sinos em um bate-papo que se estendeu por mais de uma hora. Sua primeira entrevista exclusiva ao jornal após a confirmação da vitória nas urnas.

Como você avalia o crescimento de sua candidatura nas urnas, afinal foram quase 15 mil votos a mais do que em outubro?

Marco Alba - O único candidato que aumentou a votação fui eu. “Eu” modelo de gestão, “eu” time, não “eu” Marco. Outras candidaturas tiveram redução de cerca de mil votos. Fazendo uma primeira e única brincadeira à respeito do pleito, já que não costumo me referir aos adversários deste modo, mas eles diziam muito que eu era rejeitado e acabaram mais rejeitados do que eu, já que fizeram menos votos. Enfim...

A população entendeu, então, seu modelo de gestão focado na austeridade fiscal?

Marco - O modelo de gestão que implantamos foi na contramão da cultura política e administrativa. O tradicional modelo político transforma a estrutura pública em um comitê eleitoral de quem está no poder, gerando dívidas para o próximo governante. Nós rompemos isso, o que foi muito traumático. Quando se “fecha a torneira” para poder pagar as contas, falta dinheiro para manter o que está em funcionamento e para fazer coisas novas. A população que já vem pagando toda a conta, fica ainda com menos, porque ao pagar as dívidas é preciso parar de fazer muito do que precisa ser feito, principalmente na área da infraestrutura. Mesmo com tudo isso, não paramos nas áreas da saúde, educação e da assistência social. Mas muitos ainda avaliam o governo apenas por suas obras.

Mas essas obras vão começar a acontecer neste seu segundo mandato?

Marco - Sim, pois no primeiro mandato conseguimos recuperar a capacidade de investimentos da Prefeitura. Assumi um Município em 2013 com capacidade de investimento “zero”. Pagamos R$ 200 milhões em dívidas e arrumamos a casa. Com isso, estamos habilitados para receber um investimento de R$ 100 milhões para obras estruturais. Mas vale destacar que seguiremos mantendo um orçamento realista, só vamos gastar o que podemos, com austeridade na execução orçamentária.

E qual será a primeira ação de seu novo mandato?

Marco - A primeira medida será na área da segurança, que é o grande clamor da sociedade. Serão nomeados 40 novos guardas municipais para estruturar o policiamento comunitário, que seguirá atuando de forma colaborativa com a Brigada Militar e a Polícia Civil.

E o que mais já é possível antecipar para os gravataienses?

Marco - Na área da saúde, por exemplo, já ficou muita coisa encaminhada. A UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Cohab vai aumentar a capacidade de atendimento e iremos inaugurar uma segunda UPA. Na educação, nenhum outro governo investiu mais do que o meu. Neste segundo mandato não será diferente e iremos ampliar o número de vagas na Educação Infantil. Na área da gestão, vamos encaminhar rapidamente a construção de um centro administrativo para acabar com os gastos de R$ 350 mil por mês em aluguéis que o Município têm. Também vamos rever contratos com prestadores de serviços, analisar o que está funcionando e o que não está.

Um dos grandes problemas da cidade, hoje, é a falta de água. Durante a campanha, você falou em romper com a Corsan...

Marco - Sim, vamos romper o contrato que é descumprido pela Corsan e licitar o serviço de abastecimento de água, com um edital transparente e já debatido amplamente com a sociedade por meio do Plano de Saneamento, que diz que em cinco anos todas as torneiras deverão ter água tratada, em 10 anos toda a região urbana deve ter esgoto cloacal e em 15 anos teremos barragens e intervenções que recuperem o manancial hídrico do Rio Gravataí.

Quando será lançado este edital?

Marco - Logo! Antes ainda do segundo semestre.

Fale como será a relação do governo com o funcionalismo.

Marco - Será como sempre foi: de respeito e valorização, mas com a transparência dos recursos e da capacidade do caixa, de acordo com o que o Município arrecada. Assim como o funcionalismo precisa ser valorizado e espera melhores salários, a população também está na fila e aguarda melhores serviços. É uma via de duas mãos, que precisa ser respeitada. E é a capacidade financeira do Município que define as possibilidades de investimentos, reposições salariais o qualquer outra ação da estrutura pública.

Tem alguma coisa que tenha feito no primeiro mandato e que fará diferente agora?

Marco - Várias! Não vou adiantar ainda, mas muita coisa será diferente. Este será um novo governo, independente de quem fica ou quem sai da base. Será uma gestão totalmente repensada, a partir do que foi bem feito e deve ser mantido, mas fundamentalmente do que ainda não foi feito por conta de todas as dificuldades que encontramos.

Falando em quem fica e quem sai, já dá para adiantar alguma mudança no primeiro escalão?

Marco - Não. Estou ainda fazendo uma primeira avaliação. Tenho, desde o início do primeiro governo, uma lista de metas para cada secretaria. Estou analisando essa lista para redesenhar o novo governo e, principalmente, as novas metas. Mas posso adiantar que o novo secretariado terá espaço para nomes técnicos e políticos.


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